terça-feira, 16 de setembro de 2014

Screamers - Assassinos cibernéticos - 1995



Por Jason

O ano é 2078 e o cenário é uma colônia de mineração, o planeta Sirius 6-B. Há 50 anos que, o Novo Bloco Econômico, a Empresa NBE, controla a indústria de mineração nos sistemas solares conhecidos. Há 20 anos, no Sirius 6-B, a NBE descobriu a solução para a crise energética. O beríneo. Mas extrair beríneo libertou doses letais de radiações e poluição. "A Aliança", uma federação de operários da mina e cientistas, exigiu o fim da extração. A resposta da NBE foi declarar guerra total. Este conflito gerou uma nova guerra fria na Terra, e milhares morreram vítimas de radiação de beríneo. Agora, no décimo ano da guerra, os sobreviventes de Sirius 6-B defrontam uma nova ameaça. 


Os cientistas da Aliança e da Terra projetaram e construíram máquinas terríveis denominadas de Espadas Móveis Autônomas, apelidadas de "Screamers" (gritadores) devido ao som ensurdecedor que emitem quando atacam. Os primeiros screamers foram máquinas criadas pelos mineiros para a defesa na superfície. Eles vivem como topeiras assassinas, matando  tudo o que é orgânico na superfície - para se livrar do avanço deles, é preciso usar uma pulseira codificada. Depois de um tempo sem contato, a Aliança avista um soldado inimigo que está levando uma mensagem de acordo de paz. Descobrem em seguida que a mensagem é falsa. Hendricksson (Peter Weller), o líder, parte junto com um novo recruta em direção ao posto de comando dos inimigos, procurando acertar uma trégua. No caminho, a dupla é atacada por um novo tipo de máquina cibernética, que se faz passar por um ser humano. Hendricksson percebe que os Screamers estão se aperfeiçoando, mudando o projeto inicial e aumentando a própria inteligência, ganhando formas humanas. 

Apesar de ser um filme pobre, a direção de arte e cenários é interessante, ao reproduzir bem ambientes industriais e centros de comando abandonados, embora pareçam datados da década anterior. A direção é fraca e o filme, apesar de ter menos de duas horas, parece maior. Esqueça efeitos especiais porque são desastrosos - muito menos atuações porque Peter Weller, o eterno Robocop, nunca foi exemplo de atuação. Ação quase não existe e quando existe é tenebrosa. Chama atenção o fato de que o roteiro do filme é de Dan O'Bannon e foi baseado no conto Second Variety de Philip K. Dick.

O'Bannon, falecido em 2009, se tornou conhecido como o roteirista de dois clássicos da ficção, Alien, o oitavo passageiro e O vingador do futuro. Não por isso essa fita classe Z chupinha conceitos visuais e de perfis de personagens dessas duas obras - e, no caso de Alien, suas continuações também. O planeta desolado parece um Fiorina Fury 161 de Alien 3 com ambientes internos saídos de Aliens O resgate e O enigma do outro mundo. As criaturas cibernéticas são verdadeiros aliens em miniaturas - sem contar as crianças androides. Povoam todos esses filmes corporações vilãs nocivas aos seres humanos, que desenvolvem máquinas para extermínio da humanidade: tem um tanto de O exterminador do futuro aqui também na figura de um robô trash que tem escrito vilão na testa mas ninguém incrivelmente é capaz de notar ou de Blade Runner, como a androide pela qual Hendricksson se apaixona em trama deslocada de romance. 

Para completar a podreira só faltava um John Carpenter.

Cotação: 0,5/5

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