sábado, 13 de setembro de 2014

Uma babá quase perfeita - 1993


Por Jason

O filme conta a história de Daniel (Robin Williams), um pai devotado aos três filhos, cuja mulher Miranda (Sally Field) pede o divórcio. Daniel não consegue levar nada a sério e parece sofrer da Síndrome de Peter Pan, o adulto que se esqueceu de crescer. Não tem emprego fixo e seus sonhos de ser ator foram por água abaixo. Para completar, vai morar numa espelunca, que a ex mulher e os próprios filhos detestam. Miranda, em virtude do trabalho que lhe toma todo o tempo, acaba procurando uma babá. Para não ficar distante dos filhos, Daniel, com a ajuda do seu irmão maquiador, se transforma em Euphegenia Doubtfire, a babá inglesa que se candidata a cuidar dos filhos dela.


A partir daí, Daniel vai se virando como pode, enquanto mantém outro emprego e é vigiado de perto pela justiça. Surge em cena um pretendente para Miranda, Stu (Pierce Brosnan) que desperta ciumes em Daniel e que faz de tudo para atrapalhar a união dos dois. Até que os filhos mais velhos descobrem a trama do pai e tudo caminha para o desastre - a maior confusão se dará perto do final, num jantar que por coincidência Daniel terá com o seu chefe buscando uma oportunidade de emprego e que terminará com o disfarce indo por água abaixo.

Embora o filme não tenha sido aclamado pela crítica, ganhou o Oscar de Melhor Maquiagem, foi um sucesso de público e se transformou num clássico da sessão da tarde. Claro que a ideia central da trama é absurda, é rasa e superficial. Óbvio que Pierce Brosnan é caricato e a trilha sonora açucarada como convém a um filme desse está ali, lembrando o tempo todo que se trata de um filme família sem grandes pretensões. A direção é de Chris Columbus, de uma carreira irregular (O homem bicentenário, Um herói de brinquedo, Percy Jackson e o ladrão de raios) mas com filmes de sucesso para crianças e adolescentes no currículo (Esqueceram de mim, Harry Potter e a pedra filosofal), que aqui aproveita a fórmula de comédia já conhecidas em seus filmes. Por fim, ver Robin Williams soterrado de maquiagem é algo tão hilário quanto igualmente estranho em primeiro momento. 

Mas à medida que ele entra na vida dos filhos como a babá, o espectador acaba comprando a ideia e embarcando com ele até o final. O filme é veículo para o talento de Williams na comédia, no improviso, com sua acidez, suas piadas e sua ironia. Sem ele, todo o frescor da trama se desfaz e as tiradas ácidas da babá para cima do pretendente de Miranda garantem alguns dos momentos mais hilários do filme. A química entre Robin e Sally é ótima, mas não há como negar: o filme é inteiramente dele. 

Cotação: 3,5/5

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