domingo, 26 de outubro de 2014

As tartarugas ninja - 2014




Por Jason

Na trama de As tartarugas ninja, afetados por uma substância radioativa, um grupo de tartarugas cresce anormalmente, ganha força e conhecimento. Vivendo nos esgotos de Manhattan, quatro jovens tartarugas, treinadas na arte de kung-fu, Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello, junto com seu sensei, Mestre Splinter, tem que enfrentar o mal que habita cidade.

As Tartarugas Ninja já é um sucesso nos cinemas, faturando até então quatro vezes mais que seu orçamento pomposo de 100 milhões de dólares. O filme passa muito rápido e a síndrome de Michael Bay do diretor Jonathan Liebesman está presente em cada take, principalmente em Destrutor, uma versão diminuta piorada de um Transformers misturado a um Samurai de Prata que mais parece um canivete suíço. Não demora muito para as tartarugas aparecerem e para tudo se desenrolar - uma forma de mastigar tudo para os pequenos entenderem mais facilmente, é claro. No roteiro do filme, April salvou as tartarugas e o rato Splinter de experiências genéticas com um mutagênico quando era pequena. Seu pai era um dos responsáveis pelo laboratório mas, ao perceber o que estava acontecendo e o plano do dono do conglomerado Sacks em conquistar a cidade ao lado do vilão Destrutor, tascou fogo em tudo tentando se livrar. Como é enxerida demais, acaba sendo levada pelas tartarugas para os esgotos, onde descobre a verdade sobre elas e como elas foram treinadas.

Os vilões do Clã, liderado por Destrutor, invadem os esgotos e capturam os quelônios. Daí em diante, sequências picotadas num frenesi interminável vão explodir na tela, culminando numa sequência envolvendo uma carreta desgovernada e uma perseguição ladeira abaixo numa montanha gelada, desculpa esfarrapada para mostrar efeitos especiais que parecem feitos as pressas e nem sempre funcionam. Em seguida, as tartarugas lutam contra Destrutor no alto de um prédio, que quase destrói toda a cidade de Nova York (desta vez, a Estátua da Liberdade não foi atingida). Os diálogos, claro, ferem a inteligência de qualquer espectador razoável: quando o vilão diz que atirou no pai de April, a personagem, num acesso de conclusão risível, solta um "você matou meu pai". 

Falta, também, mais diversão. Nenhuma piada funciona. O filme se concentra na ação desenfreada e rapidamente engrena uma quinta marcha e as lutas e os acontecimentos vão passando na tela sem que o espectador tenha algum senso de importância. A gente percebe que há algo errado no filme quando a situação mais dramática vem de um rato prestes a morrer. No elenco, Megan Fox continua aquele pedaço de carne inexpressivo, Whoopi Goldberg tem pouca participação e é inexplorada pelo roteiro e cabe a William Fichtner mais um vilão sem inspiração. 

Para ver quando não tiver nada para fazer.

Cotação: 1,5/5

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