quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Face Oculta - 2010






Por Jason

John Skillpa é um bancário que trabalha numa cidadezinha no meio do nada tipicamente americana. Ele vive de rotinas, papeladas, trabalho burocrático e não gosta de ser incomodado. O que o espectador sabe - mas os moradores da região não - é que o estranho, solitário, antissocial e extravagante John é na verdade um homem que sofre de dupla personalidade. Em determinado horário, o metódico John dá lugar a Emma Skillpa, uma mulher que é reflexo de sua mãe, montada com peruca, maquiada, vestida e falando como uma mulher.

Um dia, um vagão de trem invade o quintal de sua casa em um acidente e, no momento do acontecido, era Emma que estava presente. Emma atrai olhares de todo mundo e acaba sendo conhecida pelas pessoas como a esposa de John, além de despertar interesse em políticos que querem usar o acidente numa campanha eleitoral, já que o vagão pertencia a um político. Até que surge uma menina, mãe de uma criança, Maggie. Maggie foi paga pela mãe de John para se relacionar com ele muitos anos antes e durante um tempo, a mãe de John lhe mandava dinheiro. Como a mulher morreu, ela ficou sem um tostão. Maggie revela a Emma que John tem um filho - a razão pela qual era mantida pela mãe dele. Os abusos sofridos por ele quando criança acabaram com a mente de John que guarda dos outros, além deste segredo cabuloso, uma série de recordações de sua infância debaixo de um dos degraus da escada da casa.

Aos poucos, Emma, a personalidade criada, começa perigosamente a se sobrepor a John. Ganhando liberdade e virando uma atração na sociedade, ela começa a buscar ter uma identidade própria. Por ser mais corajosa e mais sociável, diferente de John, começa a atrair mais pessoas. Tenta arranjar um abrigo para o filho de John e mantém contato com a esposa do chefe de John. À medida que o filme avança, a coisa vai se complicando para ele, que não consegue driblar o contato de tantas pessoas e a maior questão é quem será a pessoa que ao final prevalecerá.

Face Oculta se sustenta na performance de Cillian Murphy. Talentoso, Murphy consegue separar as duas personalidades com precisão impressionante. O John é um cara neurótico, paranoico e inseguro. Em contrapartida, Emma no começo demonstra um tanto de timidez, mas aos poucos vai ganhando seu espaço e se firmando, mantendo uma influência pesada sobre John que não consegue ver alternativa a não ser fugir dela - e ela não vê opção a não ser matá-lo. Qualquer ator menos capaz afundaria todo o trabalho de suporte, que inclui atores como Susan Sarandon, Ellen Page (como Maggie), Bill Pullman e Josh Lucas, um agente de polícia que no passado ajudou John quando a mãe dele morreu. O que não ajuda é a direção fraca, que não aproveita o restante do elenco - Susan e Pulman pouco tem a fazer - e o ato final do filme, que promete algo realmente estupendo e acaba deixando muito a desejar.

Cotação: 2,5/5

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