terça-feira, 7 de outubro de 2014

Hellraiser - Renascido do inferno - 1987







Por Jason

Hellraiser - Renascido do Inferno é baseado no livro The Hellbound Heart, do escritor britânico Clive Barker, que também veio a ser o diretor e roteirista dessa versão cinematográfica. A trama de Hellraiser gira em torno de um cubo, conhecido como Configuração do Lamento. O artefato possibilita a abertura de portas para um reino que mistura dor e prazer e o contato com os cenobitas, criaturas bizarras deformadas que se alimentam da dor.

Frank consegue o cubo e acaba indo parar nessa dimensão. Com o sangue do irmão Larry, que acaba de se mudar para a velha casa da família, Frank começa a se recompor. Ele tem a ajuda da cunhada, Julia, com quem mantinha um caso extraconjugal. Enlouquecida, a mulher começa a fornecer homens cujo sangue alimenta e acelera o processo de recomposição de Frank. A sobrinha Kirsty acaba descobrindo tudo e faz um pacto com os cenobitas - num momento de desespero quando ela mesma acabou abrindo o portal - para que eles levem Frank de volta. Após conseguir, os cenobitas procuram por ela e Kirsty finalmente escapa ao fechar o cubo.

Os fãs de gore não tem do que reclamar. Há uma profusão de sangue falso, gosmas e peles de borracha tão grande que daria para encher uma piscina olímpica. A direção de Baker é enfadonha e se arrasta, embora consiga arrancar bons momentos visuais com a ajuda da maquiagem, muito boa para a época, e pelo menos um momento digno no uso dos efeitos - quando uma coisa deformada começa a se levantar do chão do sótão, que se transformará mais tarde em uma versão esquelética zumbi de Frank. A partir daí, a maquiagem garante o visual perturbador de Frank se recompondo, em diversas fases, e dos cenobitas. Os outros efeitos especiais, claro, envelheceram terrivelmente, e incluem um monstro de borracha molenga de movimentos robóticos que parece ter alguma tara por Kirsty.

Em termos de atuações, o filme é desastroso como já era de se esperar, mas o destaque fica por conta de Doug Bradley, amigo de Clive e cuja carreira, assim como a de todo elenco, não decolou. Com a cara coberta por agulhas e aspecto fantasmal, o filme conseguiu criar um personagem que entrou para a cultura popular ao lado de outros nomes de vilões de filmes de terror como Jason e Freddy Kruegger - o famoso Pinhead. Ao custo de 1 milhão de dólares, o filme acabou sendo um sucesso no cinema, alcançando vinte vezes mais que o seu orçamento em bilheterias e garantindo uma porrada de continuações, todas, infelizmente, sem a menor inventividade e sem o mesmo sucesso do primeiro.

Cotação: 2/5


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