sábado, 25 de outubro de 2014

Hércules - 2014







Por Jason

Hércules é baseado na graphic novel "Hércules: As Guerras Trácias". Filho de Zeus, o semi-deus Hércules (Dwayne Johnson) sofre há 400 anos, por ter perdido toda a sua família. Após realizar os doze trabalhos, ele se une a um grupo de guerreiros em busca de novas tarefas e de qualquer trabalho que puder encontrar, com a condição de ser remunerado. Esses homens assassinam diversas pessoas em seu caminho, e com isso acabam despertando fama na região, até que o rei da Trácia chama Hércules e convida-o a treinar o seu exército, na intenção de transformá-los em verdadeiros mercenários. Hércules consegue, mas numa reviravolta mocoronga do roteiro, é traído e tem que lutar contra o rei e seus homens.

Não é a toa que o filme fracassou nos EUA e precisou dos mercados externos para se pagar. Ele mistura ação e fantasia com pitadas de comédia e drama de maneira completamente desengonçada. O drama da vida do protagonista, aliás, se resume ao fato de que a família de Hércules foi assassinada e ele acusado pelo assassinato. É incrível o desperdício de gente do calibre de John Hurt, atirado na tela como cego perdido em tiroteio, e de como personagens são pessimamente desenvolvidos e terminam suas participações na tela - Joseph Fiennes que o diga. Ian McShane segue pelo mesmo caminho - e mesmo com um elenco desse porte, ninguém em termos de atuação se sobressai.

Dwayne Johnson tem músculos atolados de tanto anabolizante que são mais expressivos do que ele mesmo. O fortão, aliás, é um caso de estudo no cinema. Johnson até hoje não conseguiu chegar ao topo como outros do seu naipe. Nunca conseguiu um desempenho na tela como um Stallone em Rocky, nem um roteiro que preste, muito menos conseguiu alcançar o carisma em cena de astros ruins de atuação como Arnold Schwarzenegger. Ou seja, se sumisse hoje, não faria falta e nem deixaria lembrança. 

Mas, voltando ao filme, é interessante como gente entra e sai do filme sem dizer a que veio e personagens morrem sem despertarem nenhuma emoção no espectador. Os amigos de Hércules servem apenas para as cenas de batalha e a relação entre eles é dissolvida em um papo rápido para apresentação de cada um. Diálogos pobres e uma resolução porca e apressada minam o filme - o ato que começa com Hércules após ser preso e descobrindo sobre o que aconteceu de verdade com sua família é um desastre. O filme se segura e se salva na parte técnica e nas cenas de ação, já que Brett Ratner, mesmo sendo diretor de aluguel, ao menos tem mão boa para isso. Em uma sequência, Hércules e os seus amigos se veem encurralados contra os inimigos de uma tribo que logo transformam tudo em um campo de batalha com profusão de sangue. Há, aliás, violência acima da média, com direito a cenas apelativas de cadáveres de crianças espalhadas pela tela - e nem isso salva o tosco resultado final.

O figurino é interessante, revela algum cuidado, e a cenografia também, mas ambos são derrubados por cenas com efeitos especiais irregulares desleixados e desastrosos - parece que gastaram tudo nas criaturas fantasiosas, que incluem leões gigantes, hidras, centauros e lobos digitais e esqueceram do resto, um mico para uma produção de 100 milhões de dólares. O resultado é esse angu: não é a desgraça total como A lenda de Hércules, aquela aventura trash protagonizada por Kellan Lutz, mas é igualmente descartável.

Cotação: 1/5

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