terça-feira, 28 de outubro de 2014

Idiocracia - 2006






Por Jason

Em Idiocracia, Luke Wilson é um militar que participa com uma prostituta de um experimento com uma máquina para hibernar. A ideia é que ambos retornem a vida normal dentro de um ano, mas o projeto é esquecido e ambos acordam quinhentos anos no futuro. Nesse período, a Terra virou apenas um amontoado de lixo, onde uma gigantesca corporação domina todo o mundo, a educação foi subtraída a nada, a arte e a intelectualidade reduzida e o marketing e consumismo desenfreado resultaram uma sociedade feito por seres humanos idiotizados e estúpidos, que vivem apenas para o sexo e para a comida.

O roteiro é uma crítica pesada não só ao modo de vida americano mas também com o descaso da população mundial com o planeta. Torres enormes de lixo invadem as cidades em avalanches e seus moradores almoçam e usam a privada na sala, enquanto não desgrudam da tv de programas idiotizados. A população, completamente burra e estúpida, tem um presidente que é uma celebridade de programas de luta. A polícia é incapaz de entender o conceito de lei, os julgamentos são verdadeiras piadas, a Casa Branca é um verdadeiro prostibulo e os hospitais são zonas de prostituição e de jogos, em que pacientes são medicados por máquinas velhas que não entendem as suas necessidades. 

Para completar ainda mais esse panorama, a água foi substituída por um produto energético, da grande corporação, que controla de tudo, desde o que as pessoas bebem até o que comem. A maioria dos seres humanos são sedentários e estão obesos e há uma enorme ditadura com relação a inteligência, banalizada e erradicada da sociedade, já que a cultura, literatura, artes e tudo o que compõem a identidade do país foi erradicado e substituído por coisas igualmente idiotas. Visto por esse ângulo, o filme é interessante. Os problemas aqui são outros.

O humor é completamente sem sal e as piadas não funcionam. Luke Wilson nunca convence. Terry Crews surge como o presidente dos EUA tentando apenas fazer graça, sem sucesso. O filme ainda tem participações de Justin Long e de Thomas Haden Church, ambos com pouco tempo de tela e que nada podem fazer para salvá-lo de um desastre muito maior que se tornou a Terra. Para completar, a saga do protagonista procurando uma tal de máquina do tempo com seu amigo imbecil não desperta empatia no espectador e a sensação temporal do filme é a de que ele é maior do que realmente é - pouco mais de 80 minutos parecem 3 horas. Ou seja, como previsão do futuro decadente e pessimista da humanidade, Idiocracia é interessante. Como filme, é uma bomba atômica.

Cotação: 1/5

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