quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Soldado do futuro - 1998







Por Jason

A trama de Soldado do Futuro traz Kurt Russell como Todd, um militar que, após ser criado, treinado e lutado em várias batalhas, é obrigado a testar suas capacidades e enfrentar novos recrutas agrupados pelo Coronel Mekum (Jason Isaacs). Estes formam uma nova geração, soldados-engenheiros geneticamente alterados e completamente sem emoções, maiores, mais fortes, mais inteligentes e mais rápidos que executam o trabalho de maneira mais eficiente que Todd e seu batalhão. 


Todd falha no teste e é dado como morto, sendo literalmente jogado "no lixo", em um planeta chamado Arcadia 234. Neste planeta Todd encontra humanos colonizadores, sobreviventes de um acidente com uma nave 20 anos antes e que agora vivem escondidos dos militares. Alguns desses humanos o ajudam a se recuperar, enquanto outros o querem destruído, pois não confiam nos soldados. Todd foi criado sem muito contato com outros humanos desde que nasceu, vivendo apenas para guerras e confrontos. Claro que tudo o que ele viu em sua vida vai de encontro as experiências dos humanos da colônia, que vivem reclusos festejando Natal e vivem para criarem suas famílias, coisas que ele nunca fez nem sabia que existia. Os novos soldados descem no planeta para eliminar todo mundo e Todd, que já estava se entendendo com o povo do lugar e levando tempo para se interessar pela loira nativa, acaba tendo que lutar sozinho feito o próprio Rambo para salvar aquele povo e pipocar os soldados vilões de bala. 

O filme tem alguma inspiração em Blade Runner, já que seu roteirista também era autor da adaptação do filme de Ridley Scott (e, longe de comparações, o próprio mote relacionado aos soldados geneticamente modificados para fazerem tarefas humanas substituindo-os se encaixa com a proposta dos replicantes). Mas acontece que o diretor não é Ridley Scott, o roteirista dessa bomba estava com preguiça e o filme também não é Blade Runner. Soldado do futuro é problemático do começo ao fim. Jason Isaacs é bom ator mas já fez muita porcaria nessa vida. De Kurt Russell se espera sua eterna cara de nada sem expressão alguma, que ele, com corpo em forma, cumpre muito bem já que fala algumas linhas de diálogo apenas - no filme todo. Connie Nielsen, a bela e talentosa loira que era uma promessa em Gladiador dois anos depois, tomou chá de sumiço e não conseguiu emplacar mais nada digno de nota. A cenografia é pobre e superficial digna de um filme dos anos 80 e a iluminação do filme, amadora, também não ajuda - embora os conceitos artísticos dos cenários sejam ricos, principalmente no que diz respeito ao lixão onde vivem os humanos e tudo parece ter sido construído com a ajuda de resto das mais variadas coisas. 

O filme se complica ainda mais com os efeitos especiais pobres, que não cumprem sequer o básico, e trazem alguns momentos de tosqueiras dignas de filmes trash - porque aqui já temos um filme B mas sempre dá para descer um pouco mais o nível. Apesar da boa ideia - o filme mostra a robotização e desumanização de pessoas causada pela guerra, seres humanos transformados em objetos descartáveis, sem valor algum - o fator direção ainda joga contra o time. Paul W S Anderson, de Resident Evil, é péssimo: não consegue criar estofo dramático para o filme nem ao apelar para criancinhas, não sabe criar uma cena de ação digna de nota - algumas são constrangedoras - e parece copiar em determinados momentos os filmes errados (a luta entre Todd e o soldado replicante é quase uma cópia vagabunda do já vagabundo Soldado Universal). Por fim, uma trilha sonora sem personalidade, incansável e irritante acaba de vez com o filme.

Cotação: 1,5/5

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