segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Capitão Sky e o mundo do amanhã - 2004






Por Jason

Capitão Sky é terrível em praticamente todos os sentidos. Não a toa seu diretor, Kerry Conran, estreando na direção e no roteiro, teve a carreira enterrada definitivamente. O filme fracassou nas bilheterias com todos os méritos pelo fracasso, mesmo trazendo nomes conhecidos no elenco e se dando ao luxo de ter o rosto do falecido Laurence Olivier recriado digitalmente na produção. A culpa não foi de orçamento, já que o ano era 2004 e o custo da produção em cerca de 70 milhões de dólares, o que daria para fazer algo que preste. Capitão é um filme ruim por incompetência dos envolvidos mesmo e pela incapacidade de sua direção de fazer mais por menos. 

A trama traz uma Nova York do final dos anos 1930, onde a repórter Polly Perkins (Gwyneth Paltrow) descobre que os cientistas mais famosos do mundo estão desaparecendo. Após a cidade ser atacada por imensos robôs voadores, ela resolve pedir ajuda ao piloto e aventureiro e seu antigo namorado Joseph "Capitão Sky" Sullivan (Jude Law) e Dex (Giovanni Ribisi), o fiel ajudante dele. A missão principal do grupo é localizar o megalomaníaco doutor Totenkopf (Laurence Olivier), que está escondido em algum lugar do Nepal e planeja destruir o mundo. De lá, eles contam com a ajuda de uma militar valentona (Jolie) para chegar em uma ilha perdida habitada por criaturas pré-históricas e acabar com o plano do maligno. 

O filme tenta uma homenagem às revistas pulp, revistinhas baratas que traziam histórias de ficção no começo do século XX, mas naufraga nas suas pretensões. Rodado com atores atuando o tempo todo em fundo azul, os efeitos especiais, usados para recriar tudo, do cenário aos objetos, passando pela ação, são completamente desastrosos. A falta de consistência e de referências físicas para os atores faz com que o filme muitas vezes pareça uma longa sequência barata em FMV, comumente usada por jogos eletrônicos da década de 90 para PC e para Playstation. Os atores muitas vezes olham para o vazio, sem saber o que fazer. É o tipo de composição visual que poderia fazer sucesso nos anos 80 mas que se mostra um tiro no pé na geração pós anos 2000, onde os efeitos especiais chegaram a tal nível em que tudo é possível ser realizado por eles com realismo inacreditável.

Não é só isso. A fotografia é escura e mal elaborada. Traz um tom sépia e borrões horríveis causados pela péssima rotoscopia, um processo que faz com que os atores se insiram às imagens sem deixar marcas dos recortes - e aqui deixa os atores parecidos com bonecos digitais e um resultado semelhante aos desenhos do Ben 10 e do Max Steel. A montagem não dá vigor ao filme, que agoniza para passar. Gwyneth Paltrow, sempre ruim, aqui parece mais perdida que cega em tiroteio. De Jude Law não se espera nada e ele mais parece estar jogando um vídeo game do que propriamente atuando. Já Angelina Jolie, que surge na metade do filme, parece se divertir com um tapa olho - e é incrível que atores como eles tenham topado fazer parte dessa bomba. A trilha sonora é terrível e incide o tempo todo se esgoelando irritantemente pelo filme - de bom mesmo, com muito esforço, só a direção de arte. Mas é pouco. Capitão Sky ainda sofre por situações fora do tom, já que falha na ausência de carga dramática e em criar situações cômicas. O resultado não podia ser pior: um desastre de proporções épicas. 

Cotação: 0,5/5 

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