sábado, 29 de novembro de 2014

Corações de Ferro - 2014




Por Jason

Corações de ferro já começa com uma sequência violenta. Um inimigo montado num cavalo branco transita no meio de um cenário devastador até ser atacado furtivamente e morto a punhaladas pelo Sargento Don Collier (Brad Pitt). Agrupados dentro de um tanque combalido, o "Fury" do título original, o indigesto Don tenta lidar não só com o estresse emocional e psicológico dos soldados ali confinados mas a sua própria insanidade, enquanto um deles segura a mão de um morto e outro tenta fazer o veículo funcionar novamente. Todos estão fora de si, tomados pelos horrores da guerra. 


Com muito esforço, a equipe consegue atravessar o campo de batalha e chegar a um acampamento, onde os mortos estão sendo enterrados aos montes em valas abertas no meio da lama. As tendas médicas estão cheias de feridos e o sargento está enlouquecendo. É quando um jovem, Norman (Logan Lerman), um datilografo da igreja protestante com apenas oito meses de exército, é enviado para auxiliar no trabalho. E já começa mal: dentro do tanque, os pedaços de um soldado atingido no confronto estão por todos os lados. Pouco depois, eles já são enviados de volta ao campo de batalha e Norman, que nunca atirou na vida, é responsável por assumir o lugar do morto e dar suporte na artilharia. 

O cenário não poderia ser pior: os americanos tinham sofrido perdas devastadoras contra os tanques alemães superiores belicamente. Em Abril de 1945, os aliados estavam no coração da Alemanha e Hitler havia declarado guerra mobilizando não só homens como mulheres e crianças para a batalha. grupo de cinco homens parte para a missão, de cidade em cidade, para eliminar os nazistas, até que uma mina sepulta um dos trilhos do tanque e eles acabam imobilizados. Por azar do destino, um enorme grupo de nazistas está se dirigindo para a mesma direção. É o terceiro ato do filme. Encurralados, os homens só tem duas opções: ou ficar e lutar com o tanque ou tentar a sorte se escondendo nos descampados ao redor. 

Apesar de ser uma ficção, e de não retratar a vida de nenhum personagem real em particular, o filme transporta para as telas toda a loucura, horror, carnificina, dor e sofrimento da Segunda Guerra sem rodeios, se baseando nas histórias de soldados que se usaram desse tipo de veículo durante o final do conflito mundial. O roteirista e diretor se viu influenciado por veteranos de guerra de sua família e na obra literária Death Traps, além de casos como o comandante de tanque americano Sargento Lafayette G. Piscina que destruiu 258 veículos inimigos até que seu tanque foi nocauteado na Alemanha no final de 1944. É um filme cru, que não esconde do espectador sequências como a de uma emboscada, em que os alemães tacam fogo em soldados americanos e um deles, em chamas, explode os próprios miolos. Cenas de tanque esmagando soldados inimigos cruzam a tela, com cadáveres de mulheres alemãs que se recusaram a lutar na guerra balançam enforcadas em postes, pedaços de corpos, sangue, assassinatos, tudo pipocando na tela como uma ferida putrefata exposta num quadro macabro. 

A produção reconstitui de forma interessante o dia a dia dos soldados dentro do tanque, um espaço pequeno claustrofóbico que não estava completamente protegido e que era letal uma vez que o inimigo invadisse. A fotografia é fria, e tecnicamente, não há do que se reclamar da produção já que o diretor David Ayer já tem experiência em filmes de ação, violência e de guerra (é dele o roteiro de Velozes e Furiososde Dia de Treinamento e de U571 A batalha do Atlântico)O problema, porém, está um tanto no roteiro dele, que apesar de ser compacto e passar bem, escorrega ao não desenvolver melhor os coadjuvantes e suas personalidades. Há também a sequência de Don e Norman invadindo uma casa com duas mulheres que, embora dê uma noção maior da piração dos homens e contraste com a sensibilidade de Norman, ela se arrasta mais do que deveria. O outro problema do filme está no seu elenco coadjuvante.

Brad Pitt defende seu personagem e acredita no projeto. Don Collier é um homem ora disposto a tudo para defender a sua equipe, sem perdoar nenhum soldado alemão, ora completamente ineficiente como liderança, que está a beira da insanidade, sem saber mais discernir o que é certo e o que é errado. Seu acesso de fúria ao forçar Norman a matar um soldado alemão já desarmado é compensado com uma expressão de desespero e um tanto de arrependimento logo em seguida. Porém, não há sequer um personagem dos cinco com que o espectador se importe - e isso também é culpa de Logan Lerman, que deveria ser o eixo condutor e com o qual o espectador se identificaria, mas o ator não consegue traduzir o desespero de estar ali e tampouco tem estofo dramático na mesma medida que o filme lhe exige. De Shiah Lebouf não dá para se esperar muito, já que ele roda no automático como se estivesse em qualquer filme de Transformers e o restante dos personagens é de desinteressante para baixo. De qualquer forma, Corações de ferro constitui mais um bom retrato da Segunda Guerra Mundial que vale a pena ser visto. 

Cotação: 3,5/5

Um comentário:

  1. É claro que vale a pena assistir, um dos grandes filmes. Embora o caso de guerra, eu acho que é ainda melhor Sniper Americano,um dos melhores filmes drama, história resuta me mais atraente, em adição ao elenco. Finalmente, Corações de aço, tem um resultado interessante, mas não convencer-me terminar.

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