terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Dead Space - A queda - 2008




Por Jason

O jogo eletrônico de horror espacial Dead Space foi um sucesso comercial em 2008. Nele, o jogador assume a pele de um engenheiro chamado Isaac Clarke, que luta contra uma infestação alienígena, parecida com vírus, que transforma humanos em monstros alienígenas chamados "Necromorphs", a bordo de uma nave de mineração espacial chamada USG Ishimura. Acabou ganhando duas continuações que, embora não tenham repetido a inovação nem o mesmo sucesso, mantiveram a série entre as melhores do mundo dos games. O game foi pensado para gerar crias em outras mídias, entre elas brinquedos, quadrinhos e animações. É desse raciocínio que nasceu a animação Dead Space A queda. 



A queda conta uma trama anterior ao jogo. Nela, uma equipe de mineiros e exploradores descobre no planeta Aegis 7 um estranho artefato. O objeto pode provar, segundo a crença unitologista, a existência de Deus e a origem humana.  A ordem é extraí-lo e levá-lo para a nave Ishimura, palco do primeiro jogo, contra a vontade de Alissa Vincent, que acredita que coisas estranhas aconteceram anteriormente já que o planeta possui sinais de escavações anteriores. A igreja e o capitão da nave ignoram seus apelos e assim é feito. Quando os humanos começam a ter contato com o artefato, começam a enlouquecer. De início, o surto psicótico é atribuído a alguma toxina ou algo de errado dentro da nave. Até que se descubra o real motivo, o DNA dos mortos é então recombinado, dando origem a uma série de aberrações que passa a matar a tripulação e se apossar dos seus corpos para se proliferarem.  Ao final, Alissa, cercada pelas criaturas e ciente de que não havia mais nada a fazer para se salvar, envia uma mensagem informando que o objeto deve ser destruído junto com a nave.

A animação mistura desenho tradicional com efeitos especiais em CGI de maneira um orgânica. Seu trunfo, assim como no jogo, está na série de referências a produções cinematográficas conhecidas, a começar por Alien O oitavo passageiro (o próprio design das naves e do planeta onde o artefato é encontrado parece saído de takes perdidos do clássico de Ridley Scott). Há também O enigma do outro mundo, na forma de ação e nos desenhos das criaturas assassinas, e 2001 Uma odisseia no espaço, na figura de um artefato alienígena que desperta na humanidade os sentimentos mais diversos. Isso é um problema porque, ao invés de ter uma personalidade bem definida nos games, aqui o desenho parece uma colagem de tudo o que já foi visto algum dia no cinema tamanha previsibilidade. 

Claro que o filme é voltado para os fãs do jogo e para quem acompanha a série, e seria demais exigir algo de inovador. Serve para quem curte animações violentas, passa rápido demais e a maioria dos personagens tem a personalidade rasa como um pires. O capitão é cego e ignorante aos apelos de seus tripulantes  e seu maior pecado é sem dúvidas a histeria religiosa. O personagem Kyne é o único que consegue racionalizar a situação e percebe que a nave tem que ser eliminada com tudo, mas ele tem pouco a fazer em cena. 

A questão da influência da igreja na alienação das pessoas, mostrando o quanto os unitologistas são religiosos fanáticos histéricos é apenas pincelada. A heroína Alissa é resumida a só mais uma bad girl tentando manter a ordem das coisas e tentando salvar o que não pode ser salvo, um bando de gente destinada a morrer. Sua equipe de segurança pouco ou nada tem a fazer a não ser estar ali para morrer pelas criaturas. Contudo, o resultado entretém quem gosta de ficção e gore e serve como veículo também de entrada para o universo do game. 

Cotação: 2/5

2 comentários:

  1. Tia Rá, alguma de vocês gostam de jogos?

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    Respostas
    1. Só o Jason, eu só sei jogar a mão na cara do meu marido! rsrs

      Abraços! =)

      Excluir

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