domingo, 7 de dezembro de 2014

Eliza Graves - 2014





Por Jason

Eliza Graves traz um elenco estelar e é baseado no conto O Sistema do Doutor Alcatrão e do Professor Pena, de Edgar Allan Poe. Na trama, um médico recém formado em psiquiatria, Doutor Edward Newgate (Jim Sturgess), chega ao Manicômio Stonehearst, um lugar no meio do nada, distante da cidade e isolado por uma floresta nevoenta, sem saber que o local está tomado pelos pacientes. O hospício está cheio de doentes mentais de famílias ricas e o responsável pelo lugar, Doutor Lamb (Ben Kingsley), usa métodos estranhos, em que os pacientes participam de tudo e se misturam com todo mundo. Newgate acha a ideia esquisita logo no primeiro momento - e não percebe que seus problemas estão apenas começando.

O jovem médico descobre que Lamb é um impostor e que os pacientes renderam os médicos, enfermeiros e todo mundo que trabalhava no manicômio, incluindo o responsável pelo lugar, o doutor Salt (Michael Caine), deixando-os presos em uma antiga catacumba. Newgate precisa atuar e fingir que nada sabe para buscar a confiança de Lamb enquanto tenta tramar um plano para salvar as pessoas e se libertar. Claro que ele não sabe se os presos já estão loucos e nem o que fazer para fugir. É Eliza Graves (Kate Beckinsale), uma paciente da alta sociedade, internada por sofrer de histeria, que lhe ajuda, lhe explicando o que aconteceu, mas ela mesma pode fazer parte do plano de Lamb e pode não ser de confiança.

O problema do filme começa pelo fato de que a direção é frouxa e cai no lugar comum. O mistério é todo entregue na primeira meia hora e o filme vira uma corrida contra o tempo de Newgate para se livrar dos loucos, tentando se salvar na reviravolta final. Não se sabe se é romance, thriller, suspense, horror, mistério, porque a produção parece apostar em tudo ao mesmo tempo. A trama de amor e romance aliás é um tanto equivocada em parte porque falta ao casal Kate e Jim química - sem contar aquele papinho clichê irritante de que só o amor salva e que parece deslocado dentro do filme. Coadjuvantes entram em cena e saem, como a menina cuidada por Eliza que é assassinada, sem que o espectador sinta o peso da perda. 

Mas o filme se salva porque tem boa direção de arte e cenários, boa fotografia também. Kate Beckinsale é um fracasso dramático e não convence como uma mulher histérica que ao ser tocada tem ataques nervosos. Jim Sturgess como Newgate se esforça, mas é engolido por Ben Kingsley que faz o que pode como Lamb; o filme ganha quando Kingsley está em cena com Michael Caine, o doutor Salt. Lamb é um homem traumatizado pela guerra, que viu como alternativa para o sofrimento matar todo seu grupo e sem concordar com os métodos cruéis de tratamento de Salt, que incluem tortura física e mental nos pacientes, ele toma posse do lugar. Completam o elenco o sempre ótimo e subestimado Brendan Gleeson, em participação especial no começo e no final do filme, e David Thewlis, ator de rosto conhecido mas de nome pouco lembrado, como um dos pacientes mais violentos que acaba servindo de vigia do lugar. Para fechar, uma boa reviravolta aos 45 do segundo tempo.

Cotação: 2/5

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