quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Gato de botas - 2011






Por Jason

Derivado da franquia Shrek, o personagem Gato de Botas ganhou esse filme solo, mostrando as aventuras do felino (Antonio Banderas), foragido da justiça de São Ricardo por roubar o banco da cidade em cumplicidade com o ovo Humpty Alexandre Dumpty (Zach Galifianakis), que foi preso. A partir daí ele vive fugindo, até que um dia resolve voltar a cidade para se redimir. Em um bar, dois homens contam a ele que o casal de bandidos Jack e Jill haviam conseguido os famosos feijões mágicos da história. Pronto, está armada a confusão com a gatinha Kitty Pata-Mansa (Salma Hayek) e o envolvimento num sequestro a gansa dos ovos de ouro.

Algumas coisas ainda espantam na animação, como o bom tratamento dado a personalidade do vilão ovo, da gatinha e do herói. O ovo é rancoroso e invejoso, desprezado pelos outros, que comete os erros e sempre quer que o gato seja responsável ou que divida a sua culpa. Suas tramoias e traições seguem até o final do filme, quando finalmente encontra um ato de redenção. Ambos os felinos possuem um passado que é salientado e que os levou a serem daquela forma. A parte técnica é soberba, cheia de cores e luzes das mais diversas. O realismo empregado na constituição, fluidez e animação dos pelos dos gatos é realmente impressionante e o mais interessante é que os personagens fantásticos parecem mais reais e mais expressivos do que os humanos. 

O filme custou 130 milhões, mas arrecadou mais de 550 milhões nas bilheterias de todo o mundo, e foi bem recebido pela crítica e pelo público, o que fez dele um produto rentável - e Deus sabe lá porque ainda não lançaram uma continuação, já que o personagem tem grande apelo desde quando apareceu na franquia do ogro verde. O filme entretêm e diverte adultos e crianças, mas escorrega em detalhes bobos como na sequência interminável de luta de dança que parece estar ali para encher bucho e em nada faz a trama avançar. Os ladrões Jack e Jill estão ali apenas para servirem de veículo para a trama do roubo, fato que se repete também para o verdadeiro João (de João e Maria, do pé de feijão) encontrado na cela que dividiu com o ovo. De qualquer modo, passa rápido e é eficiente naquilo que se propõe: diversão para todas as idades.

Cotação: 3,5/5

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