sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Independence Day - 1996




Por Jason

Independence Day foi o filme que ajudou a catapultar a carreira de Will Smith para as estrelas, nos já longínquos anos 90, e se tornou um dos maiores sucessos comerciais do diretor alemão Roland Emmerich e do ator. O filme catástrofe faz uma versão da história de Guerra dos Mundos, com uma invasão alienígena que começa a partir do dia 02 de julho e vai culminar no dia da independência dos Estados Unidos: uma nave mãe gigante entra em órbita do planeta Terra e espalha uma série de naves menores com diâmetro de 20 quilômetros cada uma que começam a destruir o planeta. A humanidade precisa então descobrir uma forma de destruir a ameaça antes que seja vaporizada. 


É interessante perceber o quanto o filme é desastroso em todos os sentidos, razão pela qual foi indicado ao Framboesa de Ouro - e mesmo assim fez tanto sucesso. Filme ruim que faz sucesso de bilheteria, claro, não é nenhuma novidade, como é o caso das obras de outro experiente no assunto, Michael Bay. O interessante aqui é que nada deu certo e mesmo assim a produção faturou uma montanha de dinheiro. Seus efeitos especiais não convenciam em 1996 quando o filme foi lançado - e mesmo assim ganharam um Oscar por ele. Maquetes e explosões feitas em CGI terrível povoam todo o filme, o que fizeram dele, com o advento do blu ray e filmes em alta definição, provavelmente o filme que mais envelheceu em relação ao restante das ficções produzidas na década de 90. Emmerich tem mão boa para ação e isso já não era novidade, mas os efeitos especiais e sonoros parecem saídos de um game de quinta categoria. Independence Day custou 75 milhões de dólares, mas na tela parece mais barato.

A situação piora ao se observar o roteiro. Há um sem número de pessoas que não servem para nada no filme, personagens que estão lá ou para morrerem rapidamente ou para fazerem volume de cena - os casos mais graves são os dos colegas de Will Smith e de Jeff Goldblum, o doutor que estuda os ETs e a mulher do presidente, personagens irritantes que nem bem entram em cena, falam algumas linhas de diálogos, não servem para nada e desaparecem porque nem o roteiro gosta deles. É um sintoma que seria repetido em 2012, do mesmo diretor, por exemplo, com seu excesso de gente descartável. Will Smith, por sinal, entra com quase meia hora de produção em uma trama vagabunda de romance envolvendo seu relacionamento com uma striper, vivida pavorosamente por Vivica Fox. 

Por falar em pavor, difícil não rir com as atuações do filme. Não há ninguém digno de nota. Bill Pullman como presidente, canastra que só ele, convence tanto quanto nota de três reais. Jeff Goldblum repete os maneirismos de sempre, Randy Quaid tenta fazer graça como um bêbado que foi raptado por aliens e abusado sexualmente no processo, mas consegue sua vingança acabando com uma nave gigante. Há outro sem número de atores sem importância que fazem com que o espectador torça que os aliens explodam tudo e vaporizem logo a humanidade. Será que isso acontecerá nas duas sequências caça-niqueis desnecessárias do filme, já anunciadas? Oremos. 

O filme tem o seu momento Aliens o resgate, com as criaturas colocadas dentro de cilindros nos laboratórios que parecem ter saído de um filme dos anos 80. As naves estacionam sobre as metrópoles, com a mesma preferência bizarra de Roland Emmerich em explodirem pontos turísticos e monumentos conhecidos do público. O diretor corta sequências do filme com flashs brancos e sons de explosões sabe-se lá por qual motivo. O descuido é tanto que, em uma sequência depois do ataque em massa das naves, o exército decide lançar um míssil nuclear em uma nave que paira sobre uma cidade - que está com suas luzes acesas como se nada tivesse sido destruído e como se ainda existisse no país depois de toda a destruição alguma fonte de energia.

É preciso suportar Will e Goldblum pilotando uma nave alien (!) com poltronas feitas em couro e uma cabine que parece saída de um caminhão. A trilha sonora incide em todas as cenas de maneira desajeitada, quase como se fosse um personagem querendo roubar todo o filme, gritando o tempo todo nos ouvidos do espectador. Em determinados momentos, ela parece saída de um pronunciamento do presidente dos EUA ou uma campanha política. Até uma cena de uma simples conversa sobre um plano de ataque é detonada pela trilha sonora psicótica. Os aliens, que passaram muito tempo estudando a humanidade, não conseguiram construir uma super bomba atômica, uma máquina ou um míssil capaz de explodir todo o planeta numa só investida. Burros como são, também não possuem nenhum anti vírus em seus sistemas operacionais atrasados que usam tela touchscreen, já que não descobriram os poderes milagrosos dos sensores de movimento. Para jogar a pá de cal, vem aquele discurso patriota constrangedor de presidente dos EUA, que também resolve pilotar caça contra os aliens para salvar o mundo. 

Pior do que isso, só Roland Emmerich e os diretores de sua laia conseguem fazer.

Cotação: 0/5

Um comentário:

  1. Pela quarta vez: QUAL SEU PROBLEMA COM ROLAND EMMERICH? Independence Day é um de longe o melhor filme desse diretor, possui ótimos efeitos especiais para seu tempo, atuações excelentes, além de ser lembrado até hoje como um dos melhores de ficção cientifica, o roteiro apesar de não ser dos melhores, é bem empolgante até o fim. Não entendo porque criticou tanto essa obra.

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