segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Terror na Antártida - 2009





Por Jason

O fracasso de Terror na Antártida tem todo explicação possível. O filme começa em 1957 com um acidente de um avião cargueiro no continente gelado, onde supostamente todos morreram. Nos dias atuais, a agente federal Carrie Stetko (Kate Beckinsale) é surpreendida por um chamado na Antártida, quando está prestes a sair de lá devido a chegada do rigoroso inverno da região. Um corpo é encontrado em uma geleira, com sinais de assassinato, o primeiro caso no continente gelado. Uma ligação da base russa faz a agente ir para lá, e não demora muito para que ela seja atacada por um assassino de rosto coberto que, munido de um equipamento de escalada, além de ser um péssimo corredor, tem uma péssima mira também. 


Carrie escapa, mas apaga. Ao acordar, recebe a notícia de que um agente da ONU, Pryce, desembarcou por lá para investigar o caso de assassinato (!). Claro que Carrie, que é uma agente federal, é inteligente o bastante para investigar um crime com deduções quase paranormais, mas é burra além do limite do tolerável para aceitar a presença do cidadão ali de uma hora para outra facilmente, sem praticamente questionar nada. O máximo que ela faz é dar aquele aviso para o colega piloto que ele deve ficar atento. Seguindo o rastro de investigação que só ela entende, Carrie chega ao que sobrou do avião no acidente em 1957. Os corpos ainda estão lá congelados, mas Carrie percebe que alguém tentou entrar lá, já que há sinais de sangue e escavação. Burra como é, não deixa ninguém do lado de fora nem avisa para onde está indo, já que segurança não é mesmo sua prioridade, e o gelo desaba, deixando ela, seu colega e o agente dentro do cargueiro.

Eles conseguem escapar usando uma escotilha com explosivos que ainda funciona mesmo depois de soterrada durante cinco décadas. Embora viva no gelo da Antártida, Carrie também é burra por não perceber que se não cuidar de um ferimento, ela poderá perder a parte do corpo afetada devido a gangrena, no caso, dois dedinhos de sua mão esquerda que congelaram depois que ela andou sem luva e precisaram ser amputados. O espectador ainda tem que aturar um flashback que mostra como ela precisou matar seu companheiro traíra, uma briga no gelo com um dos psicopatas e aquele final ridículo em que o verdadeiro mandante dos crimes se revela e prefere ir se congelar a ser preso. 

O filme é baseado numa HQ de 1998, Whiteout, e tem uma péssima fotografia. É escuro demais, com cenários externos que não poucas vezes soam artificiais demais. A trama não anda, é enfadonha e sem nenhuma tensão. Carece também de estofo dramático. O assassino mascarado entrou e saiu em um ou dois takes, desaparecendo rapidamente, sem que o público pudesse entender suas motivações ou se surpreender. Pior é a tentativa de criar um clima sobre o agente da ONU, como se ele fosse o culpado pelos crimes, quando qualquer espectador saberia que não seria ele. O resultado é frouxo: não adianta apelar para Kate Beckinsale sem roupa empinando a bundinha, sangue em profusão e amputação de dedo congelado se o resto todo é um grande lixo. 

Cotação: 0/5

Um comentário:

  1. parabens pelo blog aqui ja vi cada filme perolas. sugiro postar uns aqui do cine trash

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