sábado, 6 de dezembro de 2014

Tropas Estelares - A invasão - 2012





Por Jason

Ainda não foi dessa vez que o clássico da literatura de ficção Tropas Estelares ganhou uma adaptação digna. Johnny Rico agora é um general da infantaria móvel, de tapa olho e cicatriz na cara, e Carmen, sua antiga namorada e comandante de um cruzador, tem sua nave John A Warden roubada pelo soldado Carl. Os militares realizam uma missão de salvamento e destruição de uma lua pequena com uma base humana tomada por insetos, sequência que abre a produção. Depois da operação, os soldados devem retornar para a Terra, mas são impedidos devido a um imprevisto: o cruzador roubado, o John A. Warden, está sem contato.



Ao chegarem lá, descobrem que a nave está infestada de insetos. Carl levou aos porões de carga uma rainha, que agora, experiente em pilotagem de naves como ela é (!), está controlando a nave e está decidida a fazer uma viagem para a Terra para espalhar o terror por lá. A tripulação tenta de todo jeito detê-la, mas os insetos operários impedem. Sem conseguir deter a rainha inseto, a nave é jogada em direção a Terra. Carmen consegue fazer um pouso forçado longe de uma cidade mas isso força Rico a voltar a ativa para resgatar a mulher enquanto os militares já planejam exterminar toda a área com uma bomba. Dentro da nave combalida, os soldados tentam evitar que os insetos saiam até que Rico chega e Carl usa o controle da mente (!) para usar os operários da rainha e possibilitar que Rico chegue até ela.

Tropas Estelares: Invasão é uma animação feita em computação gráfica que lembra os últimos lançamentos de jogos para vídeo game, com a diferença que aqui as animações não possuem a mesma fluidez dos jogos virtuais, lembrando em diversos momentos o filme Final Fantasy, de 1998, com personagens robotizados e sem apelo emocional junto ao espectador. Não a toa, a aproximação com os games é notável em sequências de ponto de vista de personagens, para dar a sensação de se estar dentro de um jogo de Playstation 4. Para cada detalhe percebido na textura de pele dos soldados há a falta de detalhe nas expressões dos personagens. Impossível não rir com a nova versão do personagem Rico, uma mistura de Master Chief, de Halo, com Solid Snake, de Metal Gear Solid (que por sinal buscou inspiração no clássico B Fuga de Nova York). Pior do que isso só a invenção de um exoesqueleto voador que parece um canivete suíço, e que, embora um tipo desse armamento esteja presente no livro original, aqui provavelmente seus detalhes foram adaptados do game Gears of War (!). É uma grande reciclagem de design e de ideias.

Ritmo também é outro problema, algo que o filme original e a série de desenhos baseada nele tiravam de letra. O filme não tem nem uma hora e meia mas parece durar duas vezes mais. Surpreendentemente, a animação apela para nudez feminina - sim, isso mesmo - e é bizarro ver bonequinhas digitais peladas com seios empedrados - além, claro, de apelar para violência, como no filme de 1997, com sangue e insetos picotando gente por tudo quanto é lado. Os personagens tem a personalidade profunda como um pires e mesmo assistindo duas vezes, fica até difícil identificá-los dentro da trama, já que a maior parte do tempo eles estão cobertos por capacetes durante as operações e estão ali apenas morrerem. Tudo isso contribui para o fato de que a animação deve ser curtida apenas pelo visual e para passar o tempo quando não se tiver nada mais importante para fazer.

Cotação: 1/5

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