segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A noite dos mortos-vivos - 1990





Por Jason

No terrível A noite dos mortos-vivos, de 1990, um casal de irmãos - Barbara e Jhonnie - está viajando de carro com destino a um cemitério, para visitar o tumulo da mãe falecida. Chegando lá, eles logo são surpreendidos por zumbis. Jhonnie é atacado e Barbara consegue fugir e se refugiar em uma casa. Mais tarde, um homem, Ben, chega a propriedade. Os dois se unem e descobrem que no porão há mais cinco pessoas: um casal mais velho, Cooper e Helen, cuja filha está doente e foi mordida por um zumbi; e um casal mais jovem, Tom e Judy.


Uma parte deles decide se preparar para se protegerem dos zumbis, já que os mortos vivos caminham em direção à propriedade atraídos pelos barulhos e pela luz, famintos por sua carne. Outra parte, a de Cooper, decide ficar no porão da casa com a filha doente que, todos sabemos, vai virar um zumbi a qualquer momento. Ben e Cooper já entram brigando em cena e terminam da mesma forma, ao passo que todos desejam encontrar uma maldita chave que abre uma bomba de gasolina, para colocar combustível na caminhonete de Ben que está com o tanque na reserva e poder assim fugirem dali em direção ao povoado mais próximo. 

Não é pelo fato de ser uma produção barata que o filme é péssimo - afinal, estamos em um filme onde os extras são zumbis que riem em cena de toda a porcaria e pobreza da produção enquanto se arrastam desorientadamente. O filme é um remake do clássico de George Romero, que reescreveu o roteiro do original. Mas se Romero manjava de dar uma identidade aos seus personagens e causar a tensão, o medo e o tom de comédia necessários, aqui a direção é completamente frouxa. O filme carece de tensão e medo. Os personagens são ridículos: a principal, Barbara, aprende a atirar certeiramente em dois minutos de filme e vira a heroína do filme. Cooper não tem personalidade: é apenas um pé no saco, um vilão sem carisma algum que vive gritando e reclamando. 

O pior é o casal de jovens. A menina é a histeria em pessoa e, do nada, se revela uma motorista de caminhonete e de caminhões; já o menino é a personificação da burrice. Em determinado momento, quando tramam um plano de chegar a bomba de combustível, ele simplesmente resolve atirar nela para quebrar um cadeado, morrendo obviamente em uma explosão com a menina. A relação entre todos eles não se desenvolve e não há nenhum nuance. Há um epílogo, em que Barbara encontra uma vila de caçadores de zumbis que estão sacrificando as criaturas, e retorna para a casa onde tinha passado a fatídica noite, encontrando Ben, agora um zumbi. Ao final do filme, resta uma pilha de bonecos de borracha - e sobra muito tédio.

Cotação: 0/5

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