sábado, 24 de janeiro de 2015

Do além - 1986




Por Jason

No absurdo e bizarro Do além, cientistas constroem uma máquina, o ressonador, capaz de abrir um tipo de portal para outra dimensão além da visão humana, habitada por estranhas criaturas. Uma dessas crituras come a cabeça do cientista Pretorius, levando seu assistente, o Dr Crawford, a ser preso acusado do assassinato. Uma doutora, Katherine, é chamada para ajudar no caso e leva o doutor acompanhada de um policial para a casa onde tudo ocorreu. 


O doutor Crawford explica que a máquina estimula o crescimento da glândula pineal, que seria um terceiro olho. A glândula, segundo os estudos da doutora, é responsável por estímulos sexuais. Claro que Katherine é afetada pela máquina e se transforma numa biscate de primeira categoria, ao passo que o assistente vai deteriorando e o policial tenta não ser seduzido por ela e manter a ordem no galinheiro até ser devorado pelas criaturas que o transformam em uma papa. Mas o doutor Pretorius está do outro lado do além, querendo atravessar o mundo e usando a máquina para tal e faz com que seu assistente desenvolva uma estranho apêndice e uma bizarra fome por cérebros.

Veiculado na sessão Cine Trash, onde muita gente teve contato pela primeira vez com essa tosqueira de marca maior, o filme é um festival de podreiras maravilhosas, idolatrado por uns por sua inventividade, mas que não escapa de sua impagável aura de porcaria. Vermes gigantes de borracha brotam do além, assim como a criatura medonha feita de maquiagem, litros de sangue falso e muito plástico que parece ter saído de O enigma de outro mundo, na qual o Pretorius se transformou. Os problemas sexuais dos personagens estão muito bem representados na figura em que o assistente se transforma, um tipo de alien com um ânus no meio da testa de onde um pênis sai enlouquecido para comer cérebro pelo olho de suas vítimas.
  
O filme é baseado em um conto de H. P. Lovecraft, que deve ter se revirado realmente no além com tamanha porcaria. Tudo conspira contra a produção. Os atores são péssimos, a montagem é porcalhona e não inspira nenhuma emoção muito menos terror. A direção é amadora e terrível. Os efeitos especiais, claro, são todos horríveis e medonhos e o final se resume a uma sequência em que o assistente, comido pela criatura, briga dentro dela enquanto uma bomba armada por Katherine está prestes a explodir e mandar a casa pelos ares. O que era para ser divertido ou assustador - como outro filme de nojeiras, dirigido por Cronemberg, o excelente A mosca - vira um espetáculo tedioso que parece resto de parto de algo maior. Logo, os amantes de lixo não terão do que reclamar. 

Cotação: 0/5

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