terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Louca escapada - 1974




Por Jason

A trama de Louca Escapada é baseada em um acontecimento de 1969. Nele, Lou Jean Poplin, uma esteticista desempregada e com passagem pela polícia vai fazer uma visita para o seu marido, Clovis Michael Poplin, que estava na prisão e prestes a ser solto. Ela decide então que os dois devem fugir, já que seu filho foi tirado dela e foi levado para adoção por outro casal. No começo, tudo é muito simples, incluindo a fuga. Mas a polícia do estado do Texas rapidamente é alertada após um acidente numa via, que leva o casal a manter sobre a mira de armas um policial e, por consequência, faz com que todos os policiais da região sejam movidos para uma fuga por diversas cidades.


A perseguição acaba virando um circo midiático, com os fugitivos ganhando a simpatia do público e presentes dos mais diversos. O casal acaba aos poucos ganhando certa simpatia também do próprio refém, já que passa a conviver com eles durante dias e noites dentro do carro, e arrasta uma multidão. Nenhum dos dois tinha habilidades para grandes crimes, já que haviam sido presos por pequenos furtos e crimes bobos, condenados a prisões com penas pequenas. Claro que a perseguição terá tudo para terminar de forma trágica e à medida que avança, o filme vai deixando o tom de comédia e ganhando um tom mais sombrio na mesma proporção que um sentimento de tragédia que se aproxima. A polícia arma uma emboscada para pegá-los, na casa onde a criança está e o filme conclui com Clovis sendo assassinado pelos policiais.

O filme é o primeiro longa metragem para os cinemas de Spielberg (não é o primeiro filme dele de destaque, já que ele já tinha mostrado suas habilidades com Encurralado anos antes). Spielberg conduz bem as sequências de ação e de perseguição, colocando sua câmera dentro do carro, no meio da confusão, apresentando sua vocação para cenas bem movimentadas. Goldie Hawn, que já havia vencido um Oscar por Flor de Cacto, em 1970, transpõe para a tela toda a piração e histeria de Lou Jean e sentimos ao mesmo tempo medo de fascínio pelos dois, que estão sempre na mira da polícia, a um disparo de que tudo acabe. Há aquela sensação de perigo constante, situações absurdas, mas não há um vilão propriamente dito. Mas em compensação, todo o resto do elenco parece descartável. Embora o filme se centre no casal, os personagens secundários não se desenvolvem. O final é abrupto e deixa um sabor amargo de que faltava algo mais.

Cotação: 3/5

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