sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A mulher de preto 2 - Anjo da morte





Por Jason

Durante a Segunda Guerra Mundial, um bombardeio destrói a cidade de Londres, forçando diversas crianças a buscarem abrigo em cidades menores da Inglaterra. Edward (Oaklee Pendergast) é uma destas crianças traumatizadas, que acaba de perder os pais e não pronuncia uma palavra sequer. Ele é acolhido pela governanta Jean (Helen McCrory) e pela professora Eve (Phoebe Fox) na Mansão do Pântano. 


O abrigo está caindo aos pedaços, mas serve como refúgio ao pequeno grupo. Até essa entrada, A mulher de Preto 2 Anjo da Morte funciona como um filme de Guerra, com boa reconstituição de cenários e bom figurino. Aos poucos, no entanto, uma série de acontecimentos assustadores passam a afetar a criançada, que começa a se transformar em potenciais suicidas assustados pelo espirito maligno da mulher de preto. É a partir daqui, quando o filme deveria subir, que desce ladeira abaixo. Para completar o angu, surge nesse contexto um piloto (Jeremy Irvine) cuja equipe foi morta no conflito e ele acabou sendo rebaixado como punição. Ele se transforma em interesse romântico de Eve, e acaba se sacrificando ao final para salvá-la.

É triste ver que o interessante Mulher de Preto ganhou essa continuação terrível. A trama de romance é péssima, o casal Irvine e Fox é igualmente ruim e nenhum dos dois convence. Os dois atuam tão precariamente que acabam se transformando num dos pontos mais baixos do filme. Há personagens que entram e não servem para nada, como a própria governanta, que deveria ser a personagem cética a entrar em conflito com o que está havendo, mas resume sua participação a contestações vagas e a dar aquela espiadinha na mocreia, numa cena que beira o ridículo. 

A direção é morosa e incompetente e a fotografia muitas vezes falha. O filme não mete medo, os sustos são previsíveis e não há novidade no composto, parecendo uma reciclagem piorada do que foi visto no primeiro filme, que aparentava mais cuidado e agregava mais mistério. Estão lá os clichês, como a mocinha que tem um segredo e um trauma do passado, música subindo freneticamente e criança que sabe o que está acontecendo mas não fala nada. Não tem cenário bonito que salve essa perda de tempo.

Cotação: 1/5 

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