terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Cake - Uma razão para viver - 2014





Por Jason

Em Cake, Jennifer Aniston é uma mulher traumatizada, desfigurada, que perdeu um filho, sofre com dores crônicas nas costas e que está depressiva, viciada em remédios e com pensamentos suicidas. Uma das mulheres do grupo de apoio que frequenta, Nina, se matou se jogando de um viaduto e Claire, mal humorada, está beirando a paranoia, obcecada pela história dessa mulher por causa disso. É através de Nina e a visão desconcertante dela que Claire vai atrás do ex-marido da mulher e acaba se envolvendo com ele. 


Cake é um filme arrastado, que demora a passar e faz o espectador quase dormir, dando a sensação de que saiu do nada para lugar nenhum. Personagens entram e saem sem um motivo, sem ganharem alguma relevância dentro do filme. Aos 45 do segundo tempo, uma personagem entra e sai e Deus sabe qual o sentido de sua presença na trama. O problema do filme não estourar na tela sem o drama que ele precisa pode ser menos pela personagem principal e mais pela presença de Aniston - e parece ridículo que alguém tenha forçado e cantado uma indicação para o Oscar a atriz que, graças a Deus, não aconteceu. 

Carimbada em personagens cômicos, Aniston não consegue comover com o drama de uma mulher que perdeu um filho e deixa aquela sensação de que o filme seria melhor se tivesse alguma atriz de maior potencial dramático, como uma Nicole Kidman ou Felicity Huffman, que está no filme e aparece em poucas cenas como a líder do grupo frequentado por Claire - melhor que a tivessem a colocado como papel principal. Huffman, melhor atriz, é desperdiçada e o filme coloca todo mundo em uma espécie de muleta para tentar fazer com que Aniston funcione no drama.

A ótima Adriana Barraza surge com uma personagem mal desenvolvida, Silvana, que ajuda Claire no dia a dia e vive tendo dor de cabeça com o desejo da mulher de se matar. Anna Kendrick só serve de assombração, William H Macy pouco tem a fazer e o filme ainda tem o sempre fraco Sam Worthington, que não soube o que fazer depois de Avatar, abraçou uma carreira flopada e agora espera a continuação do blockbuster. O irônico é que os votantes do Oscar entenderam que carregar mochila durante o filme todo pode resultar numa indicação ao Oscar, ou seja, se enfeiar para um papel não é mais o bastante. Alguém podia ter avisado a atriz antes. De qualquer forma, valeu o esforço e a boa intenção, mas de boa intenção, todos sabemos, o inferno está cheio. 

Cotação: 1,5/5

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