segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Spacehunter - Aventuras na zona proibida - 1983




Por Jason

Produzido por Ivan Reitman, com Molly Ringwald no elenco, essa porcaria trash lembra os filmes B de ficção produzidos em massa na década de 50. A aventura começa quando uma nave de turistas está passando por uma nebulosa e sofre uma avaria. Antes de explodir, três mulheres fogem em uma nave e acabam caindo em um planeta. O ano é o improvável 3136, quando Wolf responde a um chamado para resgatar as mulheres, já que foi oferecido 3 mil mega créditos de recompensa para tirá-las do planeta governado por um ditador, Overdog, metade homem metade máquina. Wolff vai encontrar Niki (Molly) no planeta, que vai ajudar - e atrapalhar - na missão.


Peter Strauss, o Wolff, é a essência do ator canastrão e encarna aqui um tipo parecido com Han Solo, cheio de piadinhas fora de hora. Impossível mesmo é não rir com o seu cabelo, que, embora atingido por todo tipo de ação, poeira, vento e água, continua liso e impecável. Mesmo num planeta quente e árido, o herói desastroso não tem suor e, salvo um momento em que caminha a distância de uma São Silvestre sem beber água, não se cansa. Não por sinal, Peter foi rejeitado para o papel de Han em Star Wars, que acabou ficando com Harrison Ford, e o filme começa numa mistura medonha de Superman com Guerra nas Estrelas. Molly Ringwald ainda teria alguma fama nos anos 80, e terminaria sem saber o que fazer com ela aliás. Michael Ironside se transformou em figura carimbada de porcarias e Ernie Hudson faz uma participação como um personagem que também está atrás das mulheres terrenas, tendo alguma função apenas no final. 

A produção escapa do resto do lixo dos anos 80 ao tentar imprimir alguma qualidade na direção de cenários, com suas sucatas apocalípticas e seus carros e maquinários velhos. O planeta, árido, por exemplo, e os figurinos espalhafatosos parecem saídos de um filme de Mad Max. Mas se trata de um clássico podreira, capitaneado por efeitos especiais desastrosos, uma trilha sonora ordinária e atuações terríveis. Wolff começa sendo ajudado por uma androide inútil, destruída com vinte minutos de filme. A maquiagem é outra coisa desastrosa, com seus mutantes vestidos de plástico e de borracha de aspecto derretido. 

Como toda porcaria que se preze, cabos de sustentação aparecem aos montes, explosões de fogos de artifício pipocam na tela e maquetes se expõem sem nenhum cuidado. O vilão tem a cara do Caveira Vermelha em versão albina e está montado num figurino de escola de samba digno de um Transformers, num carro alegórico que fica flutuando para lá e para cá enquanto ele quer se alimentar de "mulheres da Terra sem nenhuma cicatriz" e solta as pobres coitadas em um campeonato bizarro de resistência que parece saído de uma fase de game do Super Metroid da Nintendo. Em determinado momento, um grupo de mulheres indígenas habitantes das águas surge como numa antiga abertura do Fantástico - só faltava a Isadora Ribeiro entrar dançando no meio do balé aquático, o que, infelizmente, não aconteceu. Por fim, uma serpente caquética feita de borracha sai da água para ser explodida cinco segundos depois. 

Seria trágico - mas não é, sequer, cômico.

Cotação: 1/5

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