quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

You're not you - 2014




Por Jason

Kate (Hilary Swank) é uma mulher jovem e bem sucedida que acaba de ser diagnosticada com uma doença generativa, ELA (esclerose lateral amiotrófica), que está lhe deixando sem movimentos e faz a pessoa perder os movimentos dos músculos do corpo. Ela é casada com Evan (Josh Duhamel), que se preocupa com o bem estar dela e tenta minimizar suas preocupações com a doença. Pensando nisso, ele busca contratar uma pessoa para cuidar da mulher. Ela opta por contratar Bec (Emmy Rossum), uma jovem perdida, universitária de música, que tem um caso com um homem casado e é um desastre tomando conta até de um animal.


Sem os movimentos das mãos e perdendo os movimentos das pernas, começando a ficar condenada numa cadeira de rodas até o fim da vida, Kate descobre, com a ajuda de Bec, que o marido a está traindo com sua secretária. Revoltada, ela até tenta se matar por achar que estragou a vida dele por causa da doença, mas é salva por Bec. Kate decide então se livrar de Evan e viver sua vida, com a ajuda de Bec e as duas se tornam grandes amigas, com Bec se afastando dos seus estudos e também mudando sua postura em relação ao mundo.

A parte boa do filme é que a direção sabe o que está fazendo e Hilary Swank, talentosa, domina a cena em um filme que não a acompanha. Especialista em personagens complexos e em mulheres de gênio forte, como em Meninos não choram e Menina de Ouro, Swank tem aqui uma oportunidade de trazer de volta seu potencial para a tela, já que depois de dois Oscars havia desaparecido sem saber o que fazer com sua carreira. Swank aparece mudando sua postura física, sua forma de falar, e convence como uma mulher que não queria virar um fardo na vida de ninguém já que sabia de seu destino inexorável. Os problemas, no entanto, são dos mais variados. 

O roteiro é raso e superficial, esquemático, como numa novela das oito. Se em Para Sempre Alice entramos na mente combalida da personagem de Julianne Moore, seus anseios e suas preocupações e acompanhamos o ataque do Alzheimer em pouco tempo, conhecendo pouco mais a doença, aqui o roteiro joga tudo para o alto. Não conhecemos muito sobre a doença e cabe a Swank a tarefa ingrata de mostrar sozinha como ela age. Os coadjuvantes são ruins. Emmy Rossum é caricata e não funciona na tela, mas Josh é pior. Em algumas cenas mais sérias e mais dramáticas, o cara atua rindo e nunca convence. 

Há figuras que entram e em nada acrescentam, como as personagens de Ali Larter e Julian McMahon, além dos suspiros cômicos com uma tetraplégica interpretada por Loretta Devine e seu marido, Ernie Hudson, com pouco tempo de tela. Há a traminha boba de romance envolvendo o pretendente de Bec interpretado pelo terrível Jason Ritter e duas atrizes que entram e saem com pouco a fazer na tela, Frances Fisher, que interpreta a mãe de Kate, e Marcia Gay Harden, que faz o papel da mãe de Rossum. O resultado é um filme nos moldes Super Cine, bonitinho mas ordinário.

Cotação: 2/5 


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