quinta-feira, 19 de março de 2015

'71 - 2014





Por Jason

O ano é 1971. O jovem e inexperiente soldado britânico Gary (Jack O'Connell) é mandado para Belfast, na Irlanda do Norte. O lugar está dividido pela religião e política, separando as áreas protestantes e os distritos nacionalistas, principalmente católicos do grupo IRA, cujos habitantes se opõem ao domínio britânico. Durante uma ação, a população se revolta e tira os soldados de lá na base da pedrada. Porém, Gary é deixado para trás com um colega, que é assassinado com um tiro na cara. Na confusão, ele consegue escapar ao primeiro momento, mas fica preso no distrito enquanto é caçado por terroristas e por traidores.


Ajudado por uma criança, Gary é levado para um bar, acreditando que terá auxílio ao sair de lá. Porém, o bar é explodido por terroristas e Gary ferido novamente. Mais tarde, jogado no meio da rua, ele é socorrido por um homem e sua filha. Mal sabe Gary que o líder do seu pelotão está atolado até o pescoço no envolvimento com os terroristas e que, ao contrário do que se esperava, eles querem o rapaz morto. No prédio onde foi socorrido, Gary acaba encurralado - é quando tudo se converge num tiroteio que quase o vitima.

Trata-se do primeiro filme do diretor Yann Demange, que mostra firmeza nas mãos ao dar um ritmo sufocante a trama, simples e objetiva, em pouco mais de uma hora e meia. O diretor é eficiente e cru e não esconde a violência do conflito: na cena da explosão do bar, o corpo da criança morta despedaçada repousa nos braços de Gary; cheio de cortes, Gary é submetido a uma pequena cirurgia improvisada onde o sangue rola em profusão. Há, claro, o tom crítico da guerra civil, com jovens sendo arrastados para o conflito, como o monossilabo Sean, que tenta entrar para o grupo rebelde e que aliás protagoniza uma sequência clichê em que é incentivado a matar Gary, mas acaba se negando e paga com a vida.

Falando de clichês, nada esconde, porém, que a produção não foge do típico filme de personagem tentando sobreviver a um meio hostil e escapar dos vilões. A partir de uma hora, o filme vira uma luta de um exército contra um homem só - e nesse sentido, é Jack O'Connell quem escorrega na tela porque não tem potencial dramático para segurar uma produção desse porte e tenta se firmar como ator dramático sem ter cacife para tal (para quem não lembra, ele está em Invencível, de Angelina Jolie). Quem esquecer atuações - nenhuma se destaca - coadjuvantes - eles entram e saem da tela sem sequer sabermos seus nomes e importância para a trama -, e o tom pesado e terrível da fotografia escura vai poder aproveitar melhor o saldo final.  

Cotação: 2/5

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