domingo, 1 de março de 2015

É o que eu sou - 2011




Por Jason

Inspirado em fatos reais, "É o que eu sou" traz Andy Nichol, um garoto que vive na sua, sem se meter em confusões na escola nem ser ridicularizado. Adorado pelos alunos, o professor Simon (Ed Harris) coloca Andy e Stanley para trabalharem juntos. Stanley é sempre ridicularizado e ofendido na escola. É um menino magro, alto, ruivo, definido como um sujeito "com a cabeça muito grande e orelhas de abano" e nerd, conhecido como Big G, o que causa repúdio de Andy, que não sabe como deverá agir já que todos na escola o abusarão por isso. Aos poucos, os dois vão descobrindo coisas um sobre o outro e acabam se tornando bons parceiros no trabalho. 


O que faz com que o filme seja atual é sua temática. Passado nos anos 60, quando Lee Harvey era preso acusado de ser o autor dos disparos que matariam John Kennedy (sinalizado inteligentemente pela direção logo no começo do filme, para situar o espectador na linha do tempo), o filme aborda questões como ética profissional, preconceito e bullyng na escola. Um evento no meio do filme faz que uma fofoca se espalhe a respeito da condição sexual do professor Simon, gerando insatisfação de pais que querem uma posição da direção da escola. A diretora vai até Simon para pedir que ele negue que seja homossexual. Simon, um viúvo, questiona a postura das pessoas em não valorizar as suas atitudes como professor e se interessarem muito mais pela sua sexualidade, ao que ele se nega a responder, o que gera somente mais atrito. Ele não vê alternativa a não ser ir embora, não sem antes passar a sua mensagem de tolerância para os seus alunos.

O filme também é eficiente em desenvolver as personalidades dos jovens protagonistas, em especial Stanley. Mesmo gigante e com capacidade para revidar os insultos e as maldades do qual é alvo, ele não revida. Procura uma paz no canto dos nerds, onde ficam os alunos estudiosos que são vítimas constantes de bullyng, e decide se apresentar no festival de talentos da escola e, para surpresa geral, não era tão ruim quanto os colegas julgavam. Nesse misto de realidade mostrado com uma bela e vivida fotografia que parece saída de uma fábula, é Ed Harris que se destaca, mesmo com sua atuação discreta como o professor Simon e sua postura diante do preconceito, servindo de referência para os meninos. É dele, por sinal, a frase que dá nome ao filme. Desconte personagens que não dizem a que vem, coadjuvantes unidimensionais, capte a mensagem e seja feliz. 

Cotação: 3,5/5

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