segunda-feira, 23 de março de 2015

Mary e Martha - Unidas pela esperança - 2013





Por Jason

No telefilme Mary e Martha - Unidas pela esperança somos apresentados a Mary (Hilary Swank), mãe de um menino que está sofrendo bullyng na escola e se mantém distante dos seus pais. Ela resolve ir para Africa durante seis meses e levar o menino, para estudar e mostrar a ele um novo mundo, tentando uma aproximação com ele. Em contrapartida temos Martha (Brenda Blethyn), uma senhora mãe de um jovem (Sam Claftin) que quer se aventurar na África. O filho de Mary é picado por um mosquito e começa a passar mal poucos dias depois. Ele contraiu malária e, mesmo com os apelos e correria para o hospital, acaba falecendo em seguida. 


Mary fica desconsolada e se sentindo culpada pelo que aconteceu. Se sente culpada também por ter levado uma vida fútil durante muito tempo, onde suas amigas estão mais preocupadas em saber qual o próximo carro de luxo que terão do que fazer algo de útil por elas mesmas e pelo próximo. Decide então transformar seu luto em luta contra a doença e, nesse contexto, acaba encontrando Martha, que também perdeu o jovem filho para a doença. Sem estrutura médica e sem planos de combates a doença, as comunidades miseráveis africanas sofrem com o avanço da doença, que vitima principalmente crianças, mais frágeis e suscetíveis a ela. Não há acesso a medicamentos e nem a itens de prevenção, como um simples mosquiteiro ou repelente, que evitaria e muito os casos da doença. Mesmo com tentativas frustradas com políticos que pouco se importam, 

Apesar de ser uma ficção, o filme é importante no sentido de chamar atenção para o problema da doença que afeta milhares de pessoas todos os anos. A Malária é provocada por protozoários parasitas; transmitida por mosquitos infectados e mata milhares de pessoas todos os anos. Para se ter uma ideia de sua destruição, estima-se que pelo menos 200 milhões de pessoas sejam infectadas todos os anos com os diversos tipos da doença, sendo que por volta de 90% das mais mortais ocorram na África. O Brasil também está na lista de risco, mas quase sua totalidade ocorre na região amazônica, já que a doença prevalece em regiões de temperaturas elevadas, umidade elevada e chuva intensa. É uma doença letal, que leva ao óbito rapidamente, caso não sejam tomadas as medidas cabíveis logo nos primeiros sintomas, que em geral são confundidos com uma gripe. Não existe uma vacina contra a doença, apenas medicamentos para prevenção em viajantes que se deslocam nas regiões onde a doença seja considerada endêmica.

O filme se carrega nas interpretações das duas atrizes principais. De Hilary Swank, duas vezes ganhadora do Oscar, só se espera o melhor e ela não desaponta, já que é especialista em mulheres de personalidade forte. É maravilhoso vê-la em cena com Blethyn, outra grande atriz que se dedica de corpo e alma ao trabalho. O entendimento entre as duas é perfeito. A direção é de Phillip Noyce, que já dirigiu tanto porcarias como Invasão de Privacidade, fracassos como O doador de memórias como o sucesso Jogos Patrióticos, com Harrison Ford. Ainda tem no elenco James Woods, como o pai de Mary que a orienta nos últimos momentos, e o péssimo Frank Grillo, tentando de todo jeito mostrar que pode atuar. 

Não há muita profundidade no drama pessoal - principalmente em se tratando da personagem Martha - e os acontecimentos passam rápido, para caber em um filme de uma hora e meia. O filme apela para o dramalhão nos últimos momentos, quando Mary e Martha vão pedir ajuda política. Noyce pode não ser um grande diretor, mas faz bem seu trabalho, criando um filme eficiente que, apesar da cara de telenovela, merece ser conferido.

Cotação: 2,5/5

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