quarta-feira, 25 de março de 2015

Monsters 2: Dark Continent - 2014




Por Jason


Em Monstros (2010), Gareth Edwards (Godzilla) havia mostrado uma invasão alienígena onde metade do território mexicano entrou em quarentena e se transformou em uma zona infectada; numa missão arriscada, um fotojornalista  fica encarregado de escoltar uma filha de um político de volta para os EUA enquanto atravessa a tal zona. Gareth fez o filme com alguns trocados, pode-se dizer (500 mil dólares), e, apesar do ritmo arrastado, mostrou criatividade dentro de um tema batido para contar uma história focada mais nos personagens e na ambientação do que na ação ou em efeitos especiais. As criaturas, por exemplo, devido ao parco orçamento, só apareceriam em sua plenitude no final do filme. Mas o filme tinha um porém maior. Seus personagens não cativavam. E este já é, de cara, o mesmo problema apresentado em sua continuação. 

Na trama, dez anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, os monstros se reproduziram e zonas infectadas se espalharam pelo mundo. No oriente médio, um novo conflito começou envolvendo terroristas e líderes rebeldes, ao passo que os monstros estão se proliferando naquela região. O exército americano decide realizar uma ação no lugar e alguns soldados, amigos criados na decadente Detroit, são chamados para o serviço. São todos jovens, cuja vida se resume a sexo, drogas e bebidas nesse mundo decadente. Parker, o protagonista, nunca saiu de Detroit. Lá, no Oriente Médio, encontram o militar Frater, que lidera uma operação contra terroristas. Quando todo mundo morre, Parker e Frater tentam sobreviver no deserto, tentando voltar para a base e para casa. 

Nenhum dos personagens que desfilam pela tela é interessante e todos eles juntos não despertam o mínimo de empatia com o espectador, tornando a experiência em acompanhá-los simplesmente tediosa. Para completar o pacote desastre, os atores não ajudam e nenhum é digno de nota. O filme tenta se apoiar em uma mistura Guerra ao Terror com filme de invasão alien, relegando as criaturas, assim como no primeiro filme, a meros coadjuvantes de um conflito que deveria ser maior entre humanos - mas que por incompetência da direção e pela pobreza da produção, parece uma briga entre gangues de bairros diferentes. Há uma tentativa de mostrar que os monstros, na verdade, são os próprios seres humanos, com suas preocupações egoístas, conflitos banais em detrimento de uma guerra maior, mas tudo se esvai rapidamente. 

Não é culpa então do departamento de efeitos especiais nem de direção de arte o fracasso do filme, já que as criaturas não fazem feio na tela nem a luz do dia - tudo econômico, claro, mas bem usado - criaturas que ora parecem caranguejos, ora parecem hidras e lulas estranhas, com tentáculos. O tom árido da fotografia é um clichê, mas não faz feio. Há ideias interessantes, como o fato de que os monstros já estão integrados ao dia a dia dos humanos. Os menores, por exemplo, são usados em brigas e rinhas de cães. O problema é todo o resto. Com uma trama chata, uma péssima trilha, personagens ruins, e o lugar comum de cenas de ação genéricas, o filme afunda - não há nada que possa ser feito para livrar isso do desastre.

Cotação: 1/5   

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