terça-feira, 14 de abril de 2015

Refém da paixão - 2013




Por Jason

O filme traz Adele, uma mulher divorciada mãe solteira de um menino que 
está entrando na adolescência. Ela sai com seu filho para fazer compras no supermercado e é surpreendida por um homem que está sangrando e lhe pede uma carona. Como ela saberá mais tarde, ele é um prisioneiro fugitivo, que escapou do hospital do presídio após uma cirurgia. A polícia procura pelo homem, mas ele, escondido na casa, mantém os dois como reféns. O imprevisível, no entanto, acontece: apesar da tensão dentro da casa, Adele começa a se envolver amorosamente com o homem. Claro que isso tinha tudo para terminar da pior maneira possível - o que, ainda bem, não ocorre.

O passado trágico de Adele se junta a trágica vida do fugitivo, Frank. Ambos procuram a mesma coisa - uma família, para chamar de sua. Adele, depois de tentar engravidar novamente, havia sofrido três abortos sucessivos e, na quarta tentativa, deu a luz a uma menina morta. Traumatizada, foi abandonada pelo marido e viveu enclausurada dentro de casa com seu filho. Carente, sensível e fragilizada, ela vê em Frank -, um sujeito traído, acusado de matar a esposa - uma saída para o seu tormento, o homem que ela precisava para continuar vivendo, alimentando um sonho de se mudar e recomeçar a sua vida em outro lugar ao lado dessa paixão proibida. Na mesma proporção, seu filho enxerga em Frank o pai que ele não teve.

Baseado no livro Fim de verão, de Joyce Maynard, o filme traz Kate Winslet no papel de Adele. Adele ganha vida na atuação detalhista e fantástica de Kate, apoiada em nuances que só uma atriz do calibre dela consegue construir. Ela consegue transpor toda a complexidade da personagem, toda a dor, confusão, sensibilidade, sofrimento e ao mesmo tempo esperança ao encontrar aquele homem que ela necessita. O espectador, ao se aprofundar na vida do casal, torce inevitavelmente para que fiquem juntos. É um alívio também, por exemplo, perceber que o filme, diante de um mote tão simplório, consegue construir certa tensão e passar uma mensagem sobre os valores familiares. Em apoio, Josh Brolin defende bem o seu personagem com retidão até o fim, a química entre os dois funciona - uma das razões também pela qual torcemos por eles - e o filme ainda tem a rápida participação de Tobey McGuire ao final, como filho já crescido de Adele.

Claro que nem tudo são flores. O filme cai no lugar comum do romance proibido e impossível, do casal que quer fugir e ser feliz para sempre em outro lugar, escapar de uma dura realidade etc, começando como um suspense e terminando como uma zona de clichês de filmes românticos, misturando dramas e gente que não diz a que veio (o ex marido de Adele, por exemplo, é praticamente ignorado pelo roteiro). Há os flashbacks, claro, inseridos para explicar o que houve com os dois até ali e para mostrar que ambos foram injustiçados pela vida - e eles vêm acompanhados da desnecessária narração em OFF, como se as atuações não fossem o bastante para sustentar o filme. E Refém da Paixão é, acima de sua trama um tanto ordinária, filme de atuação. Ao final, Kate está lá, em sua melhor forma, para salvar tudo.

Cotação: 2,5/5

Um comentário:

  1. Gostei de sua análise. Eu, como sou manteiga derretida e adoro um clichê, rs, amei esse filme. :)

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