terça-feira, 28 de abril de 2015

Romeos - 2011




Por Jason

Recrutado para um serviço comunitário, Lukas é colocado num dormitório feminino por falta de vagas na ala masculina. Para o diretor, não há nada de errado em colocá-lo lá nesse primeiro momento afinal, Lukas nasceu, na verdade, uma mulher e se chama Miri. Só que Lukas não se sente mulher e sim homem, fazendo de tudo para se tornar um, tomando hormônios, praticando exercícios físicos e desejando que seus seios desapareçam. Está também obcecado com a sua transição sexual, em como encontrar uma forma de eliminar qualquer vestígio de sexo feminino de seu corpo. 

Essa situação, por si só complicada, é o mote central de Romeos, filme alemão sobre despertar da sexualidade, identidade sexual e aceitação que foge dos padrões dos filmes do gênero ao trazer um protagonista trans e seus dilemas pessoais em busca de sua transição - algo que seria também explorado, por exemplo, pela excelente atuação de Felicity Huffman em outro filme do tema, Transamerica ou por outra atuação magnífica, a de Hilary Swank em Meninos não choram, filme que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz. Aqui, a situação de Lukas fica ainda mais complexa quando ele se apaixona por Fábio que, obviamente, não sabe o que ele esconde. 

Fábio também se apaixona por ele, mas sabe que há algo errado, já que o rapaz sempre que sai está cheio de camisas (para esconder seus seios) mesmo no maior calor do dia. Sem poder se expor e assumindo a forma de um rapaz, Lukas vai adiando o contato íntimo com Fabio, até que sua irmã expõe a verdade para todos. A reação de Fábio, inicialmente é, óbvio, o afastamento. A insistência de Lukas o leva a momentos desastrosos com outros rapazes e por fim ao reencontro com o rapaz que consegue se encontrar e finalmente ser feliz ao lado dele. 

Todos os atores defendem bem seus personagens, mas cabe a Rick Okon, o principal, a tarefa mais árdua de interpretar uma mulher, que quer se transformar em um homem, está apaixonada por outro e não é capaz de se aceitar. Identidade aqui é a palavra chave e Miri não possui uma. Sua busca é árdua, mas seu problema maior é querer que os outros aceitem - ela quer ficar no vestiário dos meninos - quando nem ela mesmo é capaz de aceitar seu corpo. Assim, Miri-Lukas procura nos outros uma aceitação que ela mesma deveria ter. Até conseguir se aceitar e aceitar seu corpo, Lukas vai passar por todo tipo de desmoralização mas o filme, contudo, não atinge o peso dramático nem o ápice dos outros filmes temáticos citados.

A produção também escorrega nos coadjuvantes, que incluem uma amiga lésbica meio cômica que não funciona na tela, um grupo de meninos que passam a perturbá-lo (e que somem da tela pouco depois) e a falta de profundidade e de foco na esfera familiar de Lukas e de Fabio, já que pouco ou nada acabamos sabendo nesse sentido, o que deixa os personagens um tanto soltos. Falta arrojo em cenas de cunho sexual, como se a própria direção estivesse com medo de apostar no tema, mexer na ferida e ir a fundo. De qualquer modo, é mais um drama diferenciado dentro do gênero, que merece ser conferido. 

Cotação: 2/5 

Um comentário:

  1. Caralho mas voce não economizou mesmo nos erros nesse texto hein, puta que pariu. Doeu o cerebro

    ResponderExcluir

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...