domingo, 10 de maio de 2015

From the Edge of the City - 1998




Por Jason

Sasha, de 17 anos, fugitivo da Russia com sua família, tem uma relação péssima com seu pai e sua mãe, vivendo num subúrbio de Atenas. Ele está trabalhando numa obra, mas a abandona, o pai vive lhe esbofeteando e, atrás de dinheiro fácil, o menino se prostitui nas ruas da cidade desde os 13 anos, ora com mulheres, ora com homens, oferecendo seus serviços enquanto se envolve com drogas e gente de um esquema de prostituição. Sasha não faz sexo passivo, e não se aceita, não se considera homossexual e sente nojo deles, mas é cada vez mais requisitado e reafirma sua postura de manter distância de seus clientes, aproximando-se só pela satisfação sexual em troca de mais grana, como um trabalho qualquer. 

Sasha mantém amizade com Panagioti, um jovem como ele, mas homossexual assumido, que entrou no mundo da prostituição e que corre o risco de se apaixonar por um cliente, já que é mais romântico que Sasha e mais resolvido sexualmente. Como se não bastasse, Sasha se envolve com um cafetão, Giorgo, que lhe apresenta a prostituta Natasha para que ele se divirta com ela. Em determinado momento, Giorgo tenta vender Natasha para outros cafetões, já que ela dá conta de cinquenta a sessenta homens por dia. Sasha, no entanto, entra no meio da confusão com um plano de ficar com a mulher, sem saber se está apaixonado por ela ou se é pelo dinheiro fácil que pode fazer ao alugá-la para o sexo. O plano de fuga, obviamente, dá errado. 

O diretor do filme é um ex comerciante de garotos de programa e seu esquema de filmagem prejudica a narrativa. Embora seja seco e cru, enquanto a trama avança, o espectador é bombardeado com os sonhos de Sasha que nada fazem a trama avançar, ao passo que uma trilha sonora corta o filme e o roteiro coloca uma entrevista de Sasha fraturando sequências que poderiam ser mais interessantes. Não ajuda em nada o péssimo e inexpressivo elenco, os coadjuvantes que entram e saem de cena sem necessidade alguma, e a falta de peso dramático em cena, pois tudo ocorre rapidamente, na maior correria (salvo exceções, as cenas da família e discussões com Sasha podem ser vistas como as melhores dentro do filme). 

Cenas gratuitas pipocam na tela, cenas de envolvimento sexual são picotadas em fotografias, a câmera roda em cenas e as corta na forma de flashes, como se o diretor não conseguisse ter um estilo definido de filme. Isso faz com que o filme vire uma mistura indigesta de documentário com um pouco de Transpoitting e Kids e torne a experiência completamente vazia e sem emoção.

Cotação: 0,5/5  

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