sexta-feira, 1 de maio de 2015

Hate Crime - 2005




Por Jason

Os namorados Robbie e Trey estão juntos há seis anos e finalmente desejam fazer uma cerimônia de união. Eles tem o apoio de uma vizinha Kathleen, uma senhora que o vê como filhos, e a mãe de um deles quer colaborar até com a doação de óvulos para que os dois tenham um filho. Até que um novo vizinho se muda para a casa ao lado: ele é Chris Boyd, um alcoólatra violento filho de um pastor fundamentalista (Bruce Davison). No começo, apesar dos esforços em parecer amigável, Chris e um amigo demonstram irritação e violência com a presença do casal do lado.

Em uma noite, Trey vai passear a noite com seu cão e é agredido com um taco de basebol, e entra em coma. Imediatamente, Chris se torna o principal suspeito pois a polícia descobre que ele tem passagem por vandalizar a casa de um homossexual. Kathleen avisa a polícia que viu o suspeito, mas os dados não são suficientes para incriminá-lo. Trey não resiste aos ferimentos e morre. Robbie esbarra na falta de comprometimento da polícia em apurar os fatos e começa a tramar fazer justiça com as próprias mãos. A própria Kathleen afirma conhecer muito bem o lado B da justiça, quando era uma mulher espancada pelo segundo marido e a justiça nada fez para salvá-la. Robbie começa a investigar e descobre segredos sobre Chris e sobre a família do pastor.

O filme, de 2005, ainda se mostra atual na temática dez anos depois, um triste sinal de que pouco ou nada se andou na questão política e social do conflito entre fanatismo religioso e homossexualidade. Começa um tanto ilustrativo, didático, mexendo no vespeiro que é a questão da homofobia, e depois muda para um tom deslocado de vingança no olho por olho, dente por dente. Tem momentos altos, como quando a desequilibrada mãe de Chris vai até a casa da mãe de Trey para pedir que não se culpe por causa da sexualidade da filho e recebe em troca um tapa na cara. Mas enquanto drama, o filme só se segura até o segundo ato, já que depois disso vira um tipo de filme policial que não funciona. Ainda temos paralelo a isso temos outro drama mal resolvido, o dos pais de Trey que não se entendem mais como antes e que não vinga.

As atuações são capengas e tudo é meio novelesco, sobrando para a dupla de atores calejados, Bruce Davison - como o pastor neurótico homofóbico que leva ao extremo seu preconceito, ao transformar o filho num desequilibrado com sua opressão religiosa - e Lin Shaye, conhecida por ser a velha médium de Sobrenatural, que interpreta Kathleen. O papel de Chris merecia um ator melhor, para conseguir passar toda a piração de um homossexual enrustido que opta por atacar o mundo para esconder sua verdadeira condição sexual. E o filme afunda tudo no final, já que termina de forma um tanto absurda.  

Cotação: 1,5/5

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