segunda-feira, 4 de maio de 2015

O clube dos corações partidos - 2000




Por Jason

Dennis (Timothy Olyphant) e seus amigos formam um grupo gay em crise. Dennis está se sentindo velho e não consegue mais se relacionar com qualquer homem. Ele busca um parceiro que o compreenda, que goste das coisas que ele goste e compartilhe bons momentos com ele. Benji (Zach Braff) só quer saber de ter um corpo em forma e azarar os rapazes na academia. Patrick se culpa por ser feio e está sempre amargo - para completar, sua irmã lésbica quer que ele engravide sua parceira e faça uma doação. 

Paralelo a isso, o desajeitado Howie não consegue se acertar com o seu ex namorado maconheiro, que está namorando um tipo bonitão e isso está matando-o de ciumes. Todos sentem um pouco de inveja de Cole (Dean Cain), que troca de namorado como bebe água e não liga para relacionamentos duradouros. Dennis acaba conhecendo um rapaz rejeitado por Cole, e começa a perceber que pode ter encontrado aquele cara que tanto procurava. O problema é que o rapaz é indeciso e ainda não se assumiu. Cole, por sua vez, se envolve com outro ator e acaba sendo rejeitado e provando do seu próprio veneno, pagando pelo que fez aos outros que ele esnobou. 

O elenco B do filme é um tanto reconhecível, e de todos quem mais se solta no personagem é Timothy. O filme, dividido em forma de capítulos, apesar de ser caracterizado como comédia dramática, como comédia deixa a desejar e como drama não funciona. O excesso de personagens embola a trama, que não anda e os personagens, todos deslocados, carentes, a procura de afeto se tornam desinteressantes, figurinhas sem estofo dramático, unidimensionais. O personagem mais velho Jack (John Mahoney), que se relaciona há vinte anos com um homem, é talvez o mais interessante do filme, funcionando como um pai para todos os meninos, mas é traído pelo roteiro. O momento mais dramático é justamente quando ele bate as botas - e isso não quer dizer muita coisa. 

O filme embute uma subtrama de Benji, que se torna usuário de drogas, dá um salto absurdo no tempo na última sequência, resolvendo pendências de outros personagens rapidamente, fazendo com que o espectador mais desatento passe batido. Depois abusa dos clichês do gênero, parecendo uma versão alternativa de Sex and the city, é leve e inofensivo, tem atuações ruins de gente que nunca prestou - Dean Cain por exemplo - e ao final se torna rapidamente esquecível. 

Cotação: 1/5

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