sexta-feira, 8 de maio de 2015

Out in the silence - 2009




Por Jason

Joe Wilson, de Washington, onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado, se casa com seu parceiro. A nota de casamento é enviada para um jornal de sua cidade natal, Oil City, e a partir daí começa a receber cartas de ódio. Mesmo com as cartas publicadas no jornal, Joe recebe uma carta pessoal de uma mulher, Kathy, uma mãe de um adolescente de 16 anos que é homossexual e que está desesperada pelo sofrimento do filho. A partir daí, Joe e o marido partem para a cidade, para conversar com os moradores e investigar o caso.

Esse é o mote desse longa documentário que apesar de simples trata de um tema áspero: o preconceito. Oil City é uma cidadezinha típica do interior dos EUA, no estado da Pensylvania, com suas casas vitorianas, clima gélido, ruas sem muito movimento. É um povoado de pouco mais de dez mil habitantes, que encontrou alguma glória no passado com a exploração do petróleo, e que ainda possui uma forte influência da igreja no local. A mentalidade de seus habitantes continua ultrapassada e estagnada como a cidade. As pessoas mais velhas, influenciadas pela igreja, não conseguem aceitar a homossexualidade, sugerindo ser algo anormal e considerando veementemente o que é pregado pela religião. Os mais jovens, da escola, segundo a mãe e o menino, atacam o adolescente com todos os tipos de agressões possíveis e a diretoria da escola não procura melhorar a situação. 

Joe acompanha Kathy com sua luta para reverter a situação. Sem ser ouvida na escola, ela recorre ao comitê legislativo estadual. Seu discurso é honesto, firme e tocante: Kathy teve a casa ameaçada de ser incendiada, pelos agressores do seu filho, que sofria e chorava com os insultos no colégio e que estava se transformando um potencial suicida. Por sorte dela, seu filho é um adolescente de clareza suficiente para encarar a situação e por sorte dele, ela tem o seu amor incondicional, o que faz com que consiga vitórias que mesmo pequenas, faz com que ela fique mais tranquila. O documentário ainda traz a posição de um pastor e sua mulher, ambos preconceituosos, um casal de lésbicas, que recupera um estabelecimento teatral da cidade e um membro da associação familiar americana, que continua espalhando seu ódio aos homossexuais e suas ideias preconceituosas ao invés de optar pela convivência pacifica. 

O documentário não é inovador, nem no tema, nem na estética. Também não se aprofunda na questão, pois não explora o conflito existente entre religião e homossexualidade nos EUA e de como muitos religiosos fanáticos e desequilibrados usam suas interpretações da Bíblia para estigmatizar e humilhar a população homossexual americana - o documentário "Porque a Bíblia me diz assim" é mais enfático, profundo e preciso nessa questão. Mas, por ser tão simples e objetivo, contudo, vale uma conferida.

Cotação: 2,5/5

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