quarta-feira, 6 de maio de 2015

Prazeres Mortais - 2014




Por Jason

Cinco homens dividem um loft reservado para seus prazeres sexuais, todos casados. Para usá-los, cada um tem sua própria chave do local. Eles, no entanto, estão com problemas no casamento - e as mulheres estão cada vez mais desconfiadas que os seus maridos estão traindo. Um dia, um deles encontra uma mulher morta na cama e todos então são chamados para esclarecer o que houve. A polícia começa a investigar o crime e os cinco homens começam a depor, cada um retirando sua culpa. Até que o filme volta no tempo, traçando o perfil de cada casal e de como cada um chegou até ali. A suspeita é a de que alguém possa estar armando para o grupo, o que acaba confirmado - a questão é saber apenas quem foi a pessoa.

Prazeres Mortais tem cara de Supercine e de filme barato. O começo é até interessante, mas tudo é superficial. Os personagens, e o excesso deles, não permitem um desenvolvimento maior e melhor de cada um. Todo mundo entra e todo mundo sai sem que nos importemos com eles. O vai e vem do roteiro, naquela vontade terrível de confundir a cabeça do espectador e fazer com que ele suspeite de todo mundo, acaba sendo um tiro no pé - faltando meia hora, já dá para suspeitar da armação, principalmente quando o filme explica como a mulher foi parar daquele jeito, simulando um suicídio. Quando estamos começando a nos envolver com uma passagem de tempo, algo acontece e o filme muda de rumo, cortando para um depoimento de um dos acusados para a polícia e em seguida um flashback que muitas vezes em nada faz a trama avançar. É o típico caso de filme com uma ideia interessante, mas que é atropelada pelo seu desenvolvimento ruim. 

Os atores não ajudam, sem despertarem empatia, já que nenhum deles conquista o espectador - todos eles estão no automático, como era de se esperar de gente como Karl Urban e James Marsden. Rhona Mitra fica de cara fechada o tempo todo e pelo menos um personagem poderia levar o título de insuportável do filme - o gordo Marty, que trai sua mulher (e que é traído em seguida). Aliás, todo mundo trai todo mundo nesse filme. Há uma subtrama, de uma prostituta que se envolve com o personagem Vincent (Urban), que é um pegador e traiu todos os seus amigos. Após ir para cama com ele, ela se apaixona, mas é paga para servir a um político conhecido da cidade. Mais tarde, essa trama se resolve rapidamente sem que sequer nos interessemos em saber qual o nome dela. 

O golpe de misericórdia vem da trama policial que é capenga, está ali apenas para ilustrar o desenvolvimento do crime. Para completar, a resolução final, de que um deles conseguiu juntar todo mundo para armar contra o amigo motivado por ciúmes soa um tanto forçada e absurda. O resultado é esse: um filme que poderia render e se tornar algo digno de nota, mas que acabou morrendo no meio do caminho.

Cotação: 1/5

Um comentário:

  1. Acredito,nao ter visto o mesmo filme q o critico q comentou sobre... Ate parece um diretor falando, achei o filme muito bom. Apesar de me sentir um idiota apos essa critica aqui colocada!

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