segunda-feira, 25 de maio de 2015

REC 4 - Apocalipse - 2014




Por Jason

Pode-se achar louvável o fato de que uma franquia de zumbis vinda da Espanha chegou ao quarto episódio, depois de gerar até uma refilmagem norte americana após o sucesso inesperado do primeiro filme, à época mais um representante do já combalido estilo found footage. O problema é quando ela chega ao quarto episódio já detonada e de uma maneira tão ruim quanto REC 4No filme, Angela Vidal, a jovem repórter que entrou no edifício do primeiro filme, consegue sair do local viva depois dos acontecimentos do segundo filme (o filme funciona como continuação direta deste). Os soldados que a resgataram não sabem que ela carrega a semente da infecção. Angela é levada para uma instalação provisória de quarentena, uma instalação de alta segurança onde ela terá de ficar em isolamento por vários dias que na verdade se trata de um navio adaptado para receber a aparelhagem laboratorial. 

Lá, um doutor tenta fazer um experimento nela acreditando que ela carrega o hospedeiro - um tipo de verme parasita ejetado pela boca do infectado - e paralelo a isso são mantidos alguns macacos que servem de cobaia numa suposta área de segurança máxima. De repente, uma cobaia infectada é solta por um traidor, parasitando o cozinheiro. O grupo se divide, com Angela sendo perseguida e recebendo ajuda de apenas um dos homens contra a horda de zumbis que se formam dentro do navio. Angela, depois de escapar de ser parasitada, escapa com ele em um bote salva-vidas, com a ajuda de um motor de popa - que vira uma arma letal contra as criaturas infectadas e isso inclui um macaco possuído pelo ritmo ragatanga. 

Há pouca coisa que se salve no filme, que parece uma versão perdida da série Resident Evil. A ambientação é o destaque, já que o navio é um ambiente por si só fechado e claustrofóbico, com seus corredores apertados e um problema de energia gerado pela sobrecarga dos aparelhos científicos que o deixa no escuro durante a noite. O problema é que nem a direção nem o roteiro sabem como utilizar esse ambiente a seu favor. Não há nada apocalíptico no filme como sugere o título, já que todo o tédio se passa dentro de um navio. A maquiagem nem sempre funciona como deveria e nunca nos importamos com a protagonista muito menos com os coadjuvantes. Sai o estilo found footage e entra o estilo convencional, mas a falta de criatividade da produção é absurda.

Atuações terríveis se disseminam mais rapidamente do que a infecção, situações ridículas se propagam pelo roteiro com suas reviravoltas e o filme aposta na ação e nos clichês de maneira desengonçada - o vilão arma uma bomba com vinte minutos para mandar tudo pelos ares, mas o filme passa muito mais tempo que isso para finalmente o navio explodir. É o clichê em detrimento de qualquer suspense ou terror - ou, ainda, quem sabe, no humor. Para encerrar, o filme deixa uma brecha para continuação que, a julgar pelo que foi realizado nessa produção, é melhor não acontecer.

Cotação: 0,5/5 

Um comentário:

  1. Uma pena o que fizeram com esta franquia.

    O primeiro foi demais e o segundo o ápice da trama. Porém, o terceiro foi realmente um horror! Por isso nem quis ver o quarto que imaginei ser uma degradação total como aqui Jason nos revelou.

    Eu, ao contrário do crítico, gostaria que houvesse um quinto na esperança - vã?! - de um reencontro da trama com os primeiros longas que me fizeram crer que ainda existia talento nesta arte.

    Por favor, espanhóis, não me decepcionem ainda mais!!!

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