sexta-feira, 8 de maio de 2015

Tudo por justiça - 2013




Por Jason

Tudo por justiça traz um elenco estelar. Na trama, Russell Baze (Christian Bale) trabalha em uma usina e mora com o pai (Bingo O. Malley), que enfrenta sérios problemas de saúde devido ao trabalho nela, e o irmão mais novo, Rodney (Casey Affleck), que lutou na Guerra do Iraque. Russell namorad Lena (Zoe Saldana), e ela planeja ter um filho dele. Numa noite, porém, Russell se envolve em um acidente de carro onde uma criança acaba falecendo, o que faz com que ele seja preso. Lá, o rapaz sofre humilhação e com a violência. Ao sair ele retoma a vida de antes, trabalhando novamente na usina, mas Lena já continuou com a vida dela, se envolvendo com outro rapaz e de quem está grávida. 

Esse não é o maior dos problemas para Russell. O problema maior é que Rodney se recusa a levar a mesma vida do irmão e do pai e está totalmente transtornado. Querendo ganhar dinheiro, ele passa a fazer lutas clandestinas monitorado por Petty (Willem Dafoe) e acaba se envolvendo com um homem violento e bastante perigoso: Harlan DeGroat (Woody Harrelson). Harlan é como o dono de um morro, comandando uma gangue violenta. É viciado em crack, maconha e heroína, e, mesmo sob conselhos de que não deve se envolver com ele, Rodney insiste em uma luta com um de seus comparsas. Ele e Petty, que devia a Harlan, acabam assassinados. Esperando uma posição da polícia, e percebendo o pouco caso, representada na figura de Barnes (Forest Whitaker), Russell decide armar para capturar Harlan e fazer justiça com as próprias mãos.

Como o visto, o material clichê parece ter saído de um filme de Charles Bronson. Porque nas entrelinhas, Tudo por justiça nada mais é do que uma história de olho por olho, dente por dente, com a diferença que aqui tem-se um elenco excepcional, que faz o que pode e até o que não pode na tela mas não consegue salvar o tédio que rola durante a produção. O filme ainda traz uma boa dose de violência, de mortes expostas e pancadaria, mas nada disso parece funcionar na tela porque acompanhar a trama é simplesmente massacrante. Arrastado, sem ação, seu primeiro e segundo atos demoram a passar e em determinados momentos nada ou quase nada acontece na tela. A fotografia e os cenários escolhidos, no entanto, são bem construídos: decadentes, eles fazem um paralelo -, com suas usinas, territórios abandonados, campos caquéticos, florestas escuras de difícil acesso e casas velhas -, com a personalidade do protagonista de Bale.

Há um pulo temporal que o roteiro dá, com a saída de Russell da cadeia, e buracos no texto: fica difícil acreditar que Harlan, líder de uma gangue e perigoso como era, aceitaria marcar um encontro com Russell do nada, sem nem saber quem ele era, para pegar um dinheiro que Petty estava devendo. Pior: ele viajou cinco horas apenas com um capanga, para outra localidade, sem supor nem que poderia se tratar de uma emboscada. Forest Whitaker tenta tirar leite de pedra, pouco ou nada ele faz, e enquanto a trama passa, alguns questionamentos morais pipocam, mas não se desenvolvem. Por fim, quando a coisa parecia ferver, com a caçada de Russell a Harlan, o filme rapidamente acaba, deixando uma sensação de que poderia ser melhor. 

Cotação: 2/5

Um comentário:

  1. Vi o trailer desse filmes no ano passado e fiquei empolgado em assistir. Tenho ele no pc a tempos, mas acabei não assistindo. Seu texto está muito bem escrito, eu tento, mas ainda não consigo escrever com essa precisão. Embora, que no caso desse filme, eu tenha que ver se o que o sr disse é realmente o que ocorre com os meus próprios olhos, é aquela velha esperança de ver um filme memorável quando menos se espera...
    Ah sim, parceria de blogs? Existe chance do vulgo Ozymandias Realista figurar na sessão "Vem Gente?".

    Força e honra.

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