quarta-feira, 10 de junho de 2015

Feed - Fome Assassina - 2005




Por Jason


Feed - Fome Assassina é mais um caso de péssimo filme que inacreditavelmente conseguiu sair do papel com alguns trocados. A trama é absurda. Um psicopata mantém um site com imagens de várias mulheres obesas. Ele seduz e usa as mulheres para engordarem até morrerem para as câmeras, enquanto os usuários fazem apostas com quantos quilos elas morrerão. O psicopata as mantém em cativeiro enquanto as alimenta como porcos, com a desculpa que está lutando contra os padrões vigentes de beleza da sociedade. O policial australiano Phil consegue interceptar e hackear o site, descobrindo que o maníaco vive em Ohio, EUA, e mantém sua última vítima presa a uma cama para que ela atinja cada vez mais peso. Ele segue para lá para caçá-lo.

Como praticamente todo filme barato, tudo é ruim, da fotografia, direção, passando pelos péssimos atores e a maquiagem pobre feita de espuma usada para engordar as vítimas, sem falar no roteiro, que mostra o psicopata como um menino problemático que alimentava uma mãe obesa até a sua morte e que era tarado por sua gorda irmã adotiva em porcos flashbacks mal dirigidos. Se não bastasse, os personagens são desastrados. Phil é a burrice em pessoa e como policial é um grande idiota. O cara está caçando um maníaco, mas resolve sair do seu país e invadir a casa dele e dar de cara com a mulher do homem. Depois de discutirem na porta da rua feito dois amantes, o sociopata vai visitá-lo no hotel onde ele está hospedado, oferecendo um café da manhã que ele incrivelmente aceita (!). Completam o pacote, mulheres obesas que aparecem peladas carregadas de maquiagem emborrachada, mulheres e homens normais que tiram a roupa em nudez gratuita, com direito também a nudez frontal masculina e cenas de sexo que estão ali apenas para apelação. 

O terceiro ato se concentra todo dentro do quarto, com a vítima, o psicopata e o policial brigando entre eles sem chegar a lugar algum durante uma interminável meia hora. Há muita bizarrice nessa pobreza toda: cenas como as que o psicopata alimenta a vítima por tubos ou quando ele se relaciona sexualmente com ela, jogando um monte de comida e se encharcando com porcarias; cenas de banha, gordura fervendo e outras porcarias ensopadas em sangue falso de tinta guache pipocam na tela na tentativa de chocar o espectador, sem conseguir êxito. Uma de suas vítimas é processada e transformada em banha para alimentar outra. Poderia resultar em algo digno de nota e chocante, quem sabe, nas mãos de alguém mais capaz e habilidoso já que pobreza de orçamento não é motivo para um filme tão ruim quando se tem a seu favor um pouco de criatividade. O resultado, no entanto, não passa de uma grande perda de tempo.

Cotação: 0/5

Um comentário:

  1. Eca... Realmente, pouco orçamento não é motivo para filme apelativo e péssimo.

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