terça-feira, 9 de junho de 2015

O quarto andar - 1999




Por Jason



Juliette Lewis é Jane, uma jovem que herda um apartamento no quinto andar de sua falecida tia Cecile, que despencou da escada do prédio supostamente de forma acidental. Ela mantém um relacionamento com um meteorologista chamado Greg (William Hurt) que não aceita a ideia de ela morar ali e quer que os dois morem juntos na casa que compraram. No primeiro instante, ela adora o prédio e a localização, mas aos poucos seus vizinhos vão mostrando sinais de que sofrem de distúrbios mentais. Uma delas é a senhora Stewart (Shelley Duvall) que lhe alerta para ficar longe dos vizinhos.

No andar de baixo, os vizinhos dizem morar uma velha de oitenta anos, que ninguém viu, o tal quarto andar do título. Aos poucos, coisas estranhas começam a acontecer no apartamento de Jane, como larvas que surgem na banheira, ratos que aparecem do nada e batidas e sons vindos do quarto andar. Jane tenta investigar o que está havendo e tenta contato com a moradora, sem nunca conseguir, mesmo aconselhada o tempo todo pelo namorado a sair de lá. Paralelo a isso, ela conhece um morador que se prontifica para ajudá-la, um vizinho que é chaveiro e tem chaves de todos os apartamentos e parece suspeito de matar uma pessoa (Tobin Bell, da série Jogos Mortais), além de um porteiro que sofre de problemas mentais e um casal homossexual em que um dos parceiros tem o hábito de se vestir de mulher. Em resumo, um verdadeiro hospício.

Cheio de clichês, com poucos recursos e com cara de Supercine barato, o suspense até que tenta embaralhar o jogo, para esconder o verdadeiro vilão, empurrado pela trilha sonora climática, pela primeira metade e pelo ambiente escuro do apartamento. Mas à medida que avança e vai entregando os pontos, a coisa degringola de vez e os buracos começam a aparecer no roteiro. A trama policial é terrível - o motivo pelo qual os policiais não investigam o andar de baixo é ridículo, uma vez que duas mortes já haviam ocorrido no local. A identidade do vilão é completamente forçada e fica difícil acreditar que ele fosse capaz fisicamente das peripécias - sem falar que fica difícil acreditar que ninguém no prédio ou nas localidades foi capaz de perceber o odor de um cadáver que surge próximo na reta final do filme, responsável por exalar as larvas de moscas pelas tubulações dos apartamentos (e que consequentemente exalaria o mau cheiro também). 

Depois de invadir o apartamento no quarto andar e descobrir que há um mapa de seu apartamento desenhado no teto, com passagens para o seu, e mesmo auxiliada por uma advogada, em nenhum momento Jane é capaz de reunir provas das ameaças que sofre pelos bilhetes agressivos que o vizinho deixa, nem de procurar apoio judicial na resolução do caso. São furos que comprometem ainda mais o desenrolar da história, minada ainda mais pelo fato de que William Hurt parece estar ali a pulso e Lewis, atriz que pode render quando quer, rodando no automático. Aproveitará mais do filme quem nada esperar.

Cotação: 2/5

Um comentário:

  1. No final parece que o namorado havia tramado com o senhor
    que tentou assassiná-la. O chaveiro tinha também a profissão de artista, desenhista; então não era o assassino. Pergunta: Se outras pessoas haviam morrido no prédio pelas mãos daquele Senhor, por que o namorado dela escolheu ele para assustá-la?
    Essa eu não entendi.

    ResponderExcluir

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...