segunda-feira, 8 de junho de 2015

Open Grave - 2013




Por Jason



Na trama de Open Grave, o personagem de Sharlto Copley acorda em uma vala com centenas de corpos amontoados. Uma mulher o resgata e posteriormente ele encontra uma casa que está ocupada por um grupo de pessoas. Inicialmente, eles desconfiam um do outro, já que pouco se lembram do que aconteceu e a única pessoa que parece saber de tudo, a mulher que o resgatou, é oriental e muda. Aos poucos, o grupo encontra pessoas que parecem estar ensandecidas e acometidas por uma doença e eles tentam descobrir o que aconteceu com eles e como foram parar ali.

A premissa do filme é interessante. O roteiro até tenta segurar o interesse do espectador em saber o que aconteceu, dando pistas quando o grupo começa a explorar o local e em flashs que acometem os desmemoriados. Até a revelação um tanto óbvia de que uma praga se alastrou pelo mundo transformando os humanos em espécies de zumbis - já que os doentes aparecem mais do que deveriam antes do tempo, porém, o filme já pecou pelo seu desenvolvimento terrível.  

Não é difícil adivinhar porque a produção recebeu uma saraivada de críticas negativas. O mistério se dilui em um filme com problema terrível de ritmo e de suspense ou tensão. Os dramas pessoais de cada um são esquecidos, os coadjuvantes são figuras de papel - o mais grave de todos é o primeiro que morre cujo maior pecado é o da burrice. Em uma parte grave da trama, um garoto é encontrado escondido - é ele que dá o verdadeiro nome ao personagem de Copley, chamado Jonah - mas sua função acaba ridiculamente aí. 

Não há atuação digna de nota: Copley prova que não consegue segurar um filme e em determinados momentos sua falta de expressão só piora a situação. Para se ter uma ideia, numa cena quando corre de um grupo de infectados e tenta empurrar um carro, pode-se notá-lo rindo. Thomas Kretschman, o mais capaz do elenco, é desperdiçado e sabotado pelo roteiro. A personagem oriental só resta fazer caras e bocas e à loira Erin Richards só lhe cabe o papel de inútil. O golpe de misericórdia é a direção, que não sabe usar o ambiente - a floresta escura, a casa abandonada, o prédio desabitado - para meter medo no espectador e faz do filme um composto completamente esquecível.

Cotação: 1/5 

Um comentário:

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