domingo, 28 de junho de 2015

Preto ou branco - 2014




Por Jason

O advogado Elliot Anderson (Kevin Costner) acaba de perder sua esposa em um acidente de carro. Os dois criavam, juntos, a neta Eloise (Jillian Estell), já que a mãe da menina morreu no parto. No funeral, Elliot recebe a visita inesperada da avó paterna da garota, Rowena (Octavia Spencer), que exige que a neta seja criada pelo pai, Reggie (Andre Holland), um viciado em drogas, cuja negligência faz Elliot culpá-lo pela morte de sua filha. Agora, Elliot e Rowena vão entrar em uma luta pela guarda dela.


O letreiro no começo do filme avisa que Preto ou Branco é baseado em fatos reais. Rowena está tentando uma guarda compartilhada, alegando que Elliott seria incapaz de criar a menina sozinha e alega que Elliot quer afastar a menina dos negros, da sua origem. No processo, o advogado (o irmão Jeremiah) tenta plantar a ideia que Elliot é racista e incapaz de amar a menina por isso, ao passo que reconhece que o pai da menina mais atrapalharia do que ajudaria, a contragosto de Rowena. Elliot, aliás, tem problemas graves de alcoolismo. Por outro lado, o pai da menina já havia sido condenado três vezes, está envolvido com problemas novamente, a vizinhança onde mora é ruim, a família é grande e mora toda junta em um bairro pobre da cidade. Os advogados dele se apoiam na ideia de que Rowena não conseguiria dar um futuro melhor para a menina. Paralelo a isso, Elliot não consegue conviver com a morte da mulher, o que não ajuda muito.

O que se vê na tela é tão superficial, bagunçado e irregular que não condiz com uma história baseada em fatos com a carga dramática que precisa, deixando o filme com cara de feito para a televisão tal qual aquelas produções baratas que passam no Super Cine. Sem peso dramático e profundidade, apostando num tom desengonçado de comédia dramática com direito a bate boca em tribunal que parece saído de programa barato de comédia de tv aberta, o filme afunda ajudado pelas interpretações fora do tom de Octavia Spencer e Kevin Costner. 

Costner, em fim de carreira, não rende, apostando na caricatura de advogado alcoólatra. Já Octavia parece sempre repetir o mesmo papel desde quando ganhou o Oscar por Histórias Cruzadas como coadjuvante, fazendo caras e bocas e arregalando os olhos. Jennifer Ehle, como a esposa morta de Elliot, entra e sai batida do filme, fazendo papel de aparição muda. A trilha sonora massacrante sobe o tempo todo para enfatizar um momento dramático, quando não toca um tom completamente errado que não condiz com o que está acontecendo na tela. O filme poderia se transformar num conflito racial entre duas famílias, uma branca e rica e uma pobre e negra, resolvido num drama de tribunal pesado e mais interessante, mas atira tudo por água abaixo e o resultado é um verdadeiro desastre.

Cotação: 1/5 

15 comentários:

  1. Obrigado por escrever a resenha. Eu gostei do filme. É um dos filmes dramáticos mais tocantes. Black or White tem um inicio muito preguiçoso, mas conforme transcorre a história vai te captando e envolvendo no conflito.

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  2. Ignoro totalmente o comentário de Jason, adorei o filme!Valéria L. concordo com você. Filme ótimo. RECOMENDO

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  3. Adorei o filme, emocionante e os atores estão muito bem.

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  4. Adorei o filme, emocionante e os atores estão muito bem.

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  5. Lindo, lindo, lindo, amei, me emocionei demais!!!

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  6. Todos os conflitos racias em qual o grande vencedor é o bom senso deve ser mostrado. Talvez o filme seja um pouco desordenado e previsível, entretanto, vale a pena por mostrar que famílias diferentes são famílias como qualquer outra, que vicios são iguais e principalmente que qualquer tipo de preconceito é imbecil. Se não valeu pelas interpretações, valeu pela mensagem.

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  7. Amei o filme e principalmente a trilha, demais.

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  8. Amei o filme.... Me emocionei muito

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  9. Achei o filme muito bom e me emocionei bastante. Considero ótima interpretação de Costner e Octavia ! RECOMENDO !

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  10. Filme muito bom!!!
    Cada um com sua opinião a respeito a sua mas não concordo.. OK

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  11. Assisti o filme, além de muito bom, possui uma ótima menssagem com um final espetacular em vista do início. Respeito a opnião alheia, e há de concordamos que nem sempre estamos no momento ideal de apreciarmos um filme simples com um conteúdo formidável. Nem tudo se baseia em trilha sonora, efeitos de câmeras, efeitos visuais e pirotecnia. Recomendo!

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  12. Entendo que vc faz uma avaliação bastante desconexa do filme, pois não haveria como por em um filme toda dor e emoção da perda de um filho. Considero o filme uma lição de perdão, superação e amor, que só pessoas superficiais e frias não conseguem ver

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  13. Otimo filme e uma excelente trilha sonora eu recomendo.

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  14. Gostei, muito bom. Um filme pra família, coisa rara hoje em dia.

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