domingo, 21 de junho de 2015

Sobrenatural 3 - 2015




Por Jason


Quinn Brener está sentindo que sua mãe, Lilith, que faleceu de câncer no pulmão um ano e meio antes, ainda está presente em sua vida, de uma forma que ela não pode compreender. Seu pai vive atarefado, querendo que ela o ajude e se responsabilize mais pelo seu irmão mais novo. Depois de tentar contactá-la no mundo dos mortos usando a médium Elise (Lin Shaye, dos filmes anteriores) como veículo, ela recebe um conselho de não procurá-la pois, sempre que ela tentar, todos os outros mortos a ouvirão e virão correndo para ela. Quinn, é claro, ignora e continua chamando por sua mãe - e, previsivelmente, nós sabemos, isso não vai dar certo e quando a menina revelar o que está acontecendo, ninguém acreditará nela. 

Numa noite, enquanto tenta um teste de atuação, a menina começa a enxergar uma figura estranha distante que acena para ela. Quinn acaba atropelada e volta para casa numa cadeira de rodas três meses depois. Coisas estranhas, no entanto, começam a acontecer no apartamento em que vive: rachaduras surgem no teto, sons bizarros e pegadas no apartamento desabitado de cima. Paralelo a isso, Elise começa a ser contactada e atormentada por alguma entidade, que não é a mesma que está perseguindo Quinn. Elise revela que se trata de uma entidade maligna, que voltou do mundo da escuridão quando ela tentou contactar seu marido suicida. A partir daí, seu pai chama caçadores sobrenaturais para resolver o problema e juntos a Elise unirão suas forças para derrotar o mal representado nessas duas figuras demoníacas - uma velha vestida de preto que quer matar Elise e um homem deformado com um respirador que quer tomar o corpo de Quinn.

A terceira parte de Sobrenatural conta uma história de origem, anterior ao primeiro filme, mas não traz o frescor de uma ideia batida bem conduzida pelo diretor James Wan (aqui produtor) que se usava da máxima de que menos era mais para assustar - e cujo ápice de seu trabalho com espíritos atormentados, demônios e afins viria com o excelente Invocação do Mal. Sem a sutileza dos trabalhos mostrados anteriormente - e perto da papagaiada do segundo filme - o terceiro filme cai na roubada de se amontoar de clichês atrás de clichês, sustentado por alguns sustos gratuitos e pela presença de Lin, que segura o filme como a médium. Sua personagem Elise é a única com alguma profundidade, uma mulher atormentada, que tem um dom mas que se questiona como pode sofrer tanto por isso, já que passou mais tempo com mortos do que com os vivos e que, no começo, após rejeitar auxílio a menina, decide ajudá-la. É dela também o momento impagável, quando chama a mulher de preto para um Mortal Kombat.

O resto do elenco é ruim e não convence. Stefanie Scott, a Quinn, é péssima e inexpressiva, incapaz de passar o medo e o horror em cena e, possuída pelo espírito do mal, parece que está com dor de barriga. Há cenas que são bem construídas, mas desperdiçadas rapidamente, como a que Elise tem o primeiro contato dentro de sua casa, seguindo as pegadas deixadas pela entidade. Não fosse o suficiente, a trilha sonora grita o tempo todo nos ouvidos do espectador para causar medo, artifício gratuito que mais atrapalha do que ajuda na experiência e na atmosfera sinistra criadas pela direção de arte e pela fotografia. Tirando o momento Silent Hill, com personagem sem olhos e mãos se rastejando, o tiro no pé vem com o alívio cômico dos dois caçadores de fantasmas e a meia hora final, um espetáculo trash de cair o queixo de tão tosco. O resultado só poderia ser esse, uma sequência inferior e facilmente esquecível.

Cotação: 2/5 

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