segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sete dias sem fim - 2014




Por Jason

Em Sete dias sem fim, quatro irmãos - Judd (Jason Bateman), Wendy (Tina Fey), Paul (Corey Stoll) e Phillip (Adam Driver) recebem a notícia de que o patriarca da família acabou de morrer. O último desejo dele segundo a mãe era que os familiares permanecessem de luto por sete dias. Todos os filhos retornam para casa da mãe Hilary (Jane Fonda) uma perua que acabou de colocar silicone nos peitos e está mais preocupada com a falta de sexo que terá do que com a morte do marido em si. Logo no primeiro dia, a família se mostra uma zona, com briga o tempo todo pelos menores motivos. 

Phillip é um galinha e está transando com sua terapeuta e toda mulher que aparece em sua frente para subir na vida. Judd pegou sua mulher na cama com seu patrão, que mantinha um caso com ela fazia um ano. Ele acabou de reencontrar uma mulher de seu passado, meio aloprada, Penny (Rose Byrne) e está interessada nela. Paul está preocupado com a partilha dos bens e em engravidar a mulher, ex namorada de Judd, já que a família está pressionando os dois e ela não para de tomar remédios. Wendy vive um casamento infeliz e Hilary se entope de Xanax. Para complicar ainda mais, a mulher de Paul agora quer ter um filho de Judd, depois que descobriu que sua ex mulher apareceu grávida dele. A família é toda disfuncional, vive mentindo para si e para os outros, são todos infelizes mas no final das contas tudo se resolve. 

O problema do filme é que os personagens são todos caricaturas estereotipadas, e o excesso de gente na tela e de tramas faz o filme se tornar difícil de acompanhar e de cada um se desenvolver o bastante para despertar algum interesse no espectador. Todo mundo contribui para o fracasso, com atuações no automático, sem profundidade, falta de drama, de comicidade, com seus personagens chatos. Coadjuvantes chegam e saem sem dizer a que vieram ou sem ter o que fazer. Há coisas apelativas e desnecessárias, como o menino cole que faz cocô num trono para depois arremessar no pai. Jason Bateman, por exemplo, o protagonista, é o pior e mais desinteressante de todos. A Rose Byrne pouco resta a fazer e isso vale também para Timothy Oliphant, no papel do amor da vida de Wendy, agora relegado quase a um zumbi devido a uma lesão cerebral. 

Jane Fonda aparece com a cara esticada e a boca estranha, quase sem movimento, mas ainda assim conserva alguma beleza para sua idade. Sua personagem se revela lésbica lá para o final da trama, um artifício um tanto absurdo para causar impacto e tentar salvar o filme do desastre. O roteiro mira na comédia e no drama mas não acerta o tom em nenhum deles e por fim, chegar ao final é um transtorno pela falta de agilidade da direção e sua montagem tediosa. Veja se tiver - muita - paciência. 

Cotação: 1/5

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