sábado, 24 de outubro de 2015

Missão Impossível Nação Secreta - 2015



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Por Jason

Ethan Hunt (Tom Cruise) descobre que o famoso Sindicato é real, e está tentando destruir o IMF. Mas como combater uma nação secreta, tão treinada e equipada quanto eles mesmos? O agente especial tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo de pessoas não muito confiáveis como Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) uma agente dupla, e os seus amigos Brandt (Jeremy Renner), Dunn (Simon Pegg) e Luther Stickell (Ving Rhames) para deter o líder do Sindicato, o terrorista Solomane Lane (o estranho Sean Harris) - enquanto Alan Hunley (Alec Baldwin) secretário de defesa tenta destruir a IMF e capturar Hunt.


Missão Impossível Nação Secreta é um filme divertido. O diretor Christopher McQuarrie, vencedor do oscar de melhor roteiro por Os suspeitos é velho conhecido de Cruise, já que é roteirista de No limite do amanhã, Jack Reacher e Operação Valquíria, e especialista em tramas com reviravoltas. A química com Cruise realmente funciona. Proeza das proezas, o ator manteve a integridade da franquia e esse episódio já se aproxima do sucesso do anterior (mais de 670 milhões de dólares em bilheterias) com todos os méritos. Estão lá os aparelhos eletrônicos ultra tecnológicos, disfarces impossíveis que são as marcas da franquia, reviravoltas improváveis e sequências de perseguição que desafiam as leis da física - com direito a cambalhotas de carros de dar inveja a qualquer ginasta olímpica.

O filme já abre com sequência mirabolante envolvendo um avião cargueiro e, elétrico, engata sequências bem elaboradas e tensas, uma atrás da outra, como a que acontece numa opera em Viena que resulta em um atentado e uma sequência em uma usina que quase mata Hunt. Os exageros e absurdos, aliás, estão todos lá, ignorados pelo espectador em nome da diversão, já que o próprio Hunt se arrebenta de todas formas possíveis em murros, chutes e quedas, e no final não há um hematoma no rosto de Cruise - para se ter uma ideia o personagem chega basicamente a morrer afogado e ressuscitar, para em seguida sair correndo em uma perseguição de carro e de motocicleta (todas muito bem montadas, aliás).

Os problemas do filme começam a saltar os olhos no terceiro ato. Se todos os atores parecem estar se divertindo e não há uma atuação digna de nota - quem se importa? - a personagem feminina central Ilsa é a pior de tão insossa e a atriz Rebecca Ferguson passa o filme todo com cara de cega perdida em tiroteio, sensual como uma porta em sua encarnação de Bond Girl de pobre saindo de piscina, inexpressiva na hora de despertar alguma empatia ou drama. A falta de um vilão melhor (não é culpa do ator) que quase nunca aparece deixa o filme solto a maior parte do tempo, como se não fosse chegar a lugar algum. O clímax meio fumambento atolado de clichês (uma bomba prestes a explodir mandando Hunt, Ilsa e Dunn pelos ares...) por pouco não compromete o resultado final. No mais, o filme é genérico, a fórmula é batida, mas é um prato cheio para quem quer diversão. Desligue o cérebro e seja feliz.

Cotação: 3,5/5

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