domingo, 27 de dezembro de 2015

Creed Nascido para lutar - 2015





Por Jason

O filme começa com Adonis Creed, um garoto problemático de um centro de correção infanto juvenil. Ele não passa um dia sem bater nos outros meninos ou se envolver em brigas. Surge em cena a ex esposa de um lutador famoso, Apollo Creed, que revela que o pai morreu antes de ele nascer e o convida para morar com ela. Anos depois, Adonis tem uma carreira convencional de sucesso, acabou de receber uma promoção no trabalho, mora numa enorme casa e tem uma vida boa - mas resolve largar tudo para seguir os passos do pai. Larga a vida boa e vai atrás de lutas em ringues, mas precisa de um treinador se quiser se destacar. No meio do caminho está ninguém menos que Rocky Balboa.

No começo, Rocky, com a saúde debilitada e levando uma vida pacata que não é nem sombra do que um dia foi, hesita em treinar o rapaz. Aos poucos, se vê convencido de que o rapaz não vai parar enquanto não conseguir se transformar em um boxeador profissional como foi seu pai. Gradualmente também, Adonis Creed vai absorvendo o estilo de luta de Rocky com a personalidade e o sangue do pai, tornando-se um tipo de híbrido entre os dois lutadores - não por acaso, em determinada luta, Rocky orienta a dar um golpe que o pai do garoto usou nele mesmo, o que acaba dando certo. Á medida que os dois evoluem, Rocky também se torna a figura paterna que ele precisava mas que não teve. Nem tudo serão flores, é claro, e Creed faz a jornada clichê do lutador até a última luta.

Nada, contudo, isola o filme de tramas paralelas desnecessárias, como o envolvimento de Creed e sua vizinha que não acrescenta nada a trama e que resulta num novelão adolescente. A mãe adotiva de Creed pouco ou nada consegue fazer pelo filme sem falar no rival do jovem, que cai de para-quedas na trama e que não empolga nem ganha o público na luta final. Pior é o arco dramático de Rocky, que recebe uma notícia do nada e, prejudicado pelo roteiro, pouco consegue desenvolvê-la. A edição do filme é boa, com as lutas como se fossem filmadas em longos takes únicos, sem nunca atingir o brilho e a empolgação da saga estrelada por Stallone.

Michael B Jordan faz aquela cara de dor de barriga para dizer que está com raiva, é uma nulidade dramática, mas não compromete no saldo final do filme que pode ser visto como um bom passatempo. Quanto a Stallone, a cara deformada não o deixa fazer muita expressão, mas ele se apoia no sentimento de nostalgia do primeiro filme que o transformou em um astro mundial, o premiado Rocky Um lutador. É dele uma boa cena em que protagoniza uma conversa no vestiário para emocionar. Não é uma performance para Oscar, mas é interessante vê-lo em um personagem icônico, agora coadjuvante, fragilizado e mais humanizado, que fazem valer as duas horas de filme.

Cotação: 3/5

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