domingo, 6 de dezembro de 2015

Hotel Transilvânia 2 - 2015




Por Jason

A continuação da animação de 2012 traz a vampira Mavis (Selena Gomez) e o humano Jonathan (Andy Samberg) que se casaram e continuaram morando no Hotel Transilvânia, já que Drácula (Adam Sandler) ofereceu um emprego ao genro. Ele na verdade quer que sua filha permaneça ao seu lado, especialmente quando ela revela estar grávida. Eufórico com a notícia, Drácula torce para que seu neto seja um vampiro de verdade e tenta fazer de tudo para que ele se revele um monstro, incluindo aí arriscar a vida da própria criança. Entretanto, o pequeno Dennis (Asher Blinkoff) está prestes a completar cinco anos e, ao menos por enquanto, tudo indica que ele é um humano normal.

Mavis percebe que o ambiente junto aos monstros não é o ideal para se criar a criança que ela julga ser humana e planeja se mudar dali para morar com a família do marido - que não quer voltar para a vida em comunidade com os humanos. Há outro problema: o pai de Drácula, Vlad, vive distante e odeia os humanos, preparando-se para conhecer o neto sem saber do que o espera. Nessa confusão toda, Drácula terá que mostrar que é capaz de cuidar do neto enquanto este enfrenta o dilema de ser ou não ser vampiro. 

Hotel Transilvânia 2 custou uma mixaria para os padrões de animações atuais. Longe de comparar as qualidades entre animações, enquanto a Pixar desembolsou 175 milhões para levar Divertida Mente para as telas, a animação da Columbia saiu a míseros 80 milhões mas se garantiu nas bilheterias com um retorno quase 6 vezes maior, mantendo a mesma boa relação de custo benefício para o estúdio mostrada com o primeiro filme. Aqui, como no primeiro, o filme se sustenta muito mais nos seus personagens e no carisma com o público do que na trama simplista e sem profundidade e em situações cômicas que na maior parte das vezes não funcionam para os adultos. Estão lá a desastrada múmia, o entediado e velho lobisomem pai de milhares de crianças, o bobalhão Frankenstein, a medrosa bolha assassina e o solitário homem invisível. 

Assim, o melhor fica por conta dos coadjuvantes, incluindo a sequência em que Drácula e seus amigos, na correria para voltar para casa antes que Mavis descubra onde está a criança, precisam voltar numa mobilete velha pilotada pela bolha depois de destruírem um acampamento para fofas crianças vampiras. Do ponto de vista do roteiro, é interessante notar a inversão de valores com a humanização dos monstros, capitaneada pela invasão de tecnologia no hotel: os humanos conectados aos smartphones estão tão mortos vivos quanto os zumbis que vagam para lá e para cá enfeitiçados com os aparelhos - uma desculpa arranjada também para criticar a forma como os mais velhos monstros reagem a tecnologia (Drácula não consegue usar o touch screen do celular, Frankenstein tenta assustar duas meninas mas é surpreendido com uma selfie, etc) e fazer comercial dos produtos da Sony, dona do estúdio.

O que fica difícil de suportar é o terceiro ato apressado da animação, onde personagens entram de repente e saem - Vlad é o mais problemático seguido por Bela, um morcego gigante caçador de humanos que sequestra o neto de Drácula - reviravoltas acontecem apoiadas em clichês e situações previsíveis e tudo se resolve rapidamente em poucos minutos. O saldo final, para os adultos, é de passatempo descartável. As crianças, no entanto, não devem ter do que reclamar. 

Cotação 2/5

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