segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Oscar 2016 - Vencedores






Por tia Rá

Amor por direito - 2015




Por Jason

Laurel (Julianne Moore) era uma detetive policial em Nova Jersey, sem muita privacidade em sua vida, solitária, controladora e isolada, até que conhece em uma partida  de vôlei a mecânica Stacie (Ellen Page). Laurel não era assumida e tentou esconder a relação de todo jeito, com medo de que os parceiros e seu chefe descobrissem, já que ela sonhava em ser promovida e se tornar tenente. Laurel era uma mulher forte, que acreditava na justiça, que apoiava os colegas e se dedicava inteiramente ao trabalho - fora assim durante os 23 anos de polícia. As duas se envolveram amorosamente, mantiveram uma relação séria, planejaram um futuro juntas, comprando uma casa para viverem do jeito que gostavam e, finalmente, assinando uma união estável - até o mundo delas desmoronaria quando Laurel foi diagnosticada com câncer de pulmão em estágio avançado (agravado pelo fato de que era fumante). 

A partir daí, Laurel desejava que Stacie recebesse os benefícios da pensão da polícia após a sua morte, só que as autoridades se recusavam a reconhecer a relação homo afetiva, mesmo a união estável sendo reconhecida juridicamente no estado - o que deveria ser algo automático, já que em casos de casais heterossexuais, com a morte do parceiro, a pensão e os benefícios seguiam diretamente para o beneficiário. Laurel morreria aos 49 anos, apenas um mês após conseguir aquilo que ela tanto sonhava. Essa historia real e dramática renderia um curta documentário, Freeheld, em 2007, que levou um Oscar e recentemente, esse filme, protagonizado por Moore e Page. 

Na época em que realizou o filme, Ellen Page ainda não era uma atriz assumidamente homossexual, mas aparece confortável ao lado de Moore em todas as cenas. O filme tem boas atuações do elenco, com Moore um degrau acima dos outros, transformando-se completamente (Moore se sai bem melhor em filmes com carga dramática com personagens complexos, como Para Sempre Alice, que lhe rendeu merecidamente o Oscar), e aqui aparecendo careca, deteriorada mentalmente e fisicamente. O melhor de tudo é que Moore parece especialista em traduzir toda a dor e sofrimento de personagens reais ao mesmo tempo que torcemos pela sua luta e sentimos sua força, sua esperança e sua presença sem cair no melodramático ou em uma interpretação carregada, o que é um alívio. 

Mas a produção desperdiça Michael Shannon, como o parceiro de Laurel que tenta ajudá-las, e embora trate a relação das duas com naturalidade e com delicadeza, esbarra nas limitações do roteiro e da produção, que deixa o resultado superficial - parece um capitulo de novela. Em determinado momento, a personagem Stacie afirma que não quer que a questão política roube a vida das duas, mas é a questão política e a do preconceito a parte mais interessante da trama, já que o sistema político e jurídico do condado em que o casal vivia era simplesmente absurdo - com cinco homens de pensamento arcaico tentando manter uma ridícula tradição de 150 anos e onde o governador do Estado, teoricamente um cargo superior, não tinha nenhuma influência no conselho. E é justamente essa a parte, que poderia ser mais explorada e desenvolvida, a mais prejudicada e ignorada pelo roteiro. 

Não ajuda em nada a falta de profundidade e desenvolvimento da personagem de Page, razão pela qual a atriz parece vagar solta no roteiro - sabemos pouco sobre ela, sua mãe pouco aparece em cena entrando muda e saindo calada, mas acaba, ao que parece, tendo um papel importante ao ajudar a cuidar da companheira doente da filha (a mulher entra e some da trama sem nada a dizer). Não dá para aguentar também a entrada de Steve Carrell, numa caricatura ridícula como um ativista dos direitos dos homossexuais, fazendo caras e bocas, completamente fora do tom e cheio de excesso de gestual desnecessário. Some a isso o surgimento de um colega de profissão de Laurel que sai do armário do nada, cai de paraquedas na trama, acompanha tudo calado - mas sem demonstrar qualquer sofrimento ou expressão facial - solta duas linhas de diálogo e acaba apoiando o movimento dos moradores em favor de Laurel - e se tem noção da falta de melhor trabalho do roteiro na abertura e fechamento de arcos dos personagens. Mesmo assim, o filme tem seus méritos, por contar uma história atual, sobre um sentimento universal, e que merece ser vista, apoiada na participação de nomes conhecidos sem o quais, provavelmente, seria impossível tirá-lo projeto do papel.

Cotação: 2/5

domingo, 28 de fevereiro de 2016

VENCEDORES - FRAMBOESA DE OURO 2016







PIOR FILME
Quarteto Fantástico
Cinquenta Tons de Cinza

PIOR ATORJamie Dornan, "Cinquenta Tons de Cinza"

PIOR ATRIZDakota Johnson, "Cinquenta Tons de Cinza"

PIOR ATOR COADJUVANTEEddie Redmayne, "O Destino de Jupiter"

PIOR ATRIZ COADJUVANTEKaley Cuoco-Sweeting, "Alvin e os Esquilos 4" e "Padrinhos LTDA"

PIOR REMAKE OU SEQUÊNCIA 
O Quarteto Fantástico

PIOR DUPLAJamie Dornan & Dakota Johnson, "Cinquenta Tons de Cinza"

PIOR DIRETORJosh Trank, "Quarteto Fantástico"

PIOR ROTEIROCinquenta Tons de Cinza

PRÊMIO REDENÇÃOSylvester Stallone


Achei lyndo, uma inspirassaum pro Uoscar... OHWAIT.... Agora xeu voltar pra ver o Uoscar neam... bjs 

O último caçador de bruxas - 2015




Por Tia Rá

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Especiais - Alien A ressurreição: os finais de Joss Whedon




Por Jason


Joss Whedon tinha inicialmente alguns finais diferentes para Alien: A ressurreição. No começo, era para ser Dan Hedaya o personagem sugado para o espaço no final do filme. Seu personagem, o general Martin Perez, foi originalmente definido para sair de Alien A ressurreição de maneira espetacularmente sangrenta - todo o seu corpo ejetado, membro a membro, através de um buraco do tamanho de bola de tênis de mesa na nave espacial Auriga.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Trailer - Deuses do Egito



É CARNAVAL MINHA GENTE!!! 
NA TELA DA TV NO MEI DESSE POVOOOO

Trailer - Mogli




UP!
Adoro filme dos bichinho falante, já pode indicar aos Uoscar de efeito do ano que vem neam Disney... já tá com a vaga comprada rsrs


Olha gente, como tá lyndo as novas aventura de Pi naopera, é o MOGLI perdido nas amazonia, com muitos efeito espacial e muitos bichinho pra gente achar phopho, a gente ama mermo neam....
 
Essa anaconda, a KAbrunca, comolidar com tamanha magya produssaum? 
alguém se lembra se ela come o Mogli? que pena, é Disney. Num rola morte. #xatiada

Trailer - Independence Day O ressurgimento




UPDATE
Emmerich fazeno o que fais de melhor... ACABA COM TUDO MEU AMORRRR!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Como já não amar a próxima bomba do Emmerich, meus bbs? É quase uma poesia. Reparem no OH MY GOD desse flop maravilhuoso que é o Jeff Goldblum. Não dá para dizer nada, só sentir... APERTA O PLAY E SENTE A MISERA COMIGO!!!
Tá Transformers. Tá reprise de porcaria. Tá com subtitulo leesho. Tá nave voltano pra Terra com anti vírus, touchscreen e Whatsapp. Vamosh ver sim ou com certeza?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Trailer - Pandemic - 2016



Resident Evil

99 Homes - 2015




Por Jason

99 Homes traz o jovem Dennis Nash (Andrew Garfield) que, sem conseguir dinheiro para pagar a hipoteca, acaba sendo despejado a força de sua casa. O método do agente imobiliário Rick Carver (Michael Shannon) é rápido e sem rodeios: com policiais, ele bate na porta dos desavisados, com uma decisão judicial, e dá a ordem para que as pessoas saiam carregando os pertences pessoais dentro de dois minutos, deixando o restante das coisas na porta de casa para que peguem depois - mesmo com Nash tendo a possibilidade de recurso durante trinta dias. 

Nash tem que se mudar para um pobre hotel com sua mãe (Laura Dern) e seu filho pequeno. Desesperado para reaver seu lar e com habilidades em construção, ele aceita trabalhar para Rick, que foi a pessoa responsável pela sua perda e o seu despejo. Nash consegue, mas é de certa forma ingênuo, pois ele acaba nas mãos de Rick. Logo, ele tem que ajudar Carver a expulsar outras pessoas e a desviar dinheiro do governo, além de pegar os pertences das casas (como aparelhos de ar condicionado e acessórios) e fazer o banco pagar por eles pela substituição. As situações são as mais absurdas: Nash passa a viver do outro lado da moeda, causando nas pessoas aquilo que Rick o causou, tentando separar as coisas e anular seu emocional em relação aqueles pobres miseráveis que não tem como se manterem em casa - em todas as vezes que bate a porta ele é hostilizado - em um momento, por exemplo, uma casa está coberta por esgoto e fezes e precisa ser limpa, deixada pelos inquilinos que escaparam antes da ordem do despejo. No outro, o morador ameaça atirar nele. 

Enquanto seus problemas financeiros desaparecem e uma crise imobiliária afeta a sociedade (a classe média norte americana pegou empréstimos dando a casa como garantia e não conseguiu pagar), a consciência de Nash passa a atormentá-lo e todos as suas reservas morais vão escorrendo pelo ralo na ânsia de ganhar dinheiro, de ter uma casa melhor para a sua família, a contra gosto de sua mãe e até o momento em que precisa sabotar o processo para poder expulsar o vizinho, cujo filho era amigo do seu filho. O roteiro sinaliza que, mesmo na América onde todos os sonhos são possíveis de se realizarem e tudo parece ser mais fácil, a saída acaba vindo através de recursos imorais ou da imoralidade de seu setor judiciário, que não passa sequer sessenta segundos para ouvir a defesa das famílias, muito menos estuda e avalia corretamente processos de desapropriação.

99 Homes pode ser visto assim, além de um drama de desestruturação familiar - as famílias despejadas se arruínam - e reestruturação familiar - Nash tenta organizar sua vida e sua família novamente -, como um retrato da realidade cruel a que são submetidos muitos americanos de baixa e média renda que não tem condições de manter sequer sua propriedade e passam por privações e humilhações. Não por acaso, a primeira sequência surge com um homem que preferiu se suicidar a deixar sua própria casa. O trabalho do elenco nesse sentido é equilibrado, com a excelente Laura Dern em boa caracterização no papel de mulher comum que vê o pouco que tem ser tirado dela, mas que não concorda e não suporta ao descobrir a maneira imoral com que age seu filho. Traz um Garfield esforçado pelo papel, na sua tentativa de estabelecer uma carreira após ser despejado da roupa de Homem Aranha em dois filmes ruins. Mas é Michael Shannon o destaque principal e é fascinante vê-lo em cena, com seu olhar gélido fazendo um paralelo entre o que ele faz e os frequentadores de igreja e a sua visão desprovida de emoção sobre o que faz. O final pode ser um tanto decepcionante e amargo, mas vale a pena conferir.

Cotação: 3/5 
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