sábado, 16 de abril de 2016

Horas Decisivas - 2016






Por Jason



Baseado em uma história real, Horas decisivas começa em Massachusetts no começo da década de 50, com Chris Pine no papel de Bernie Webber, um guarda costeiro que inicia um relacionamento com Miriam (Holliday Grainger) que pouco depois o pede em casamento. Bernie é obrigado a deixar Miriam e seguir com mais três colegas para uma missão de resgate da tripulação do petroleiro Pendleton, que se partiu e cuja parte menor está a deriva com trinta tripulantes no meio de uma tempestade. A missão era praticamente suicida, já que a força das ondas tinha sido capaz de detonar um petroleiro gigante, imagina-se então o que faria com um barquinho da guarda costeira. Por sorte, coisa do destino ou milagre, o grupo conseguiu realizar o feito e resgatar quase todos os homens (um deles morreria durante a operação).

Photobucket
Parte do navio naufragado num banco de areia, em 1952,
e a escada usada pela tripulação no resgate
A primeira meia hora é usada para desenvolver o personagem Bernie, uma figura desengonçada, pessimamente representada por Chris Pine, canastrão como sempre - bem como seu relacionamento insosso com Miriam. Essa história de amor sem sal nem tempero leva o espectador para o tédio. Paralelo a isso, conhecemos o personagem de Casey Affleck, Ray, com um grupo de homens no petroleiro que está sofrendo com as ondas gigantes prestes a naufragar. 

Quando uma parte do casco se abre, deixando a água do mar invadir os decks, a parte dianteira do navio afunda e começa então uma correria para manter a parte de trás que restou do monstro de metal flutuando de quatro a cinco horas enquanto esperam por um milagroso resgate. Tentando a sorte, Ray levou o resto do navio para encalhar num banco de areia e assim ganhar mais tempo. Bernie e seus colegas conseguiram encontrar os restos do navio com uma dificuldade adicional - uma bussola quebrada - e havia assim mais um problema, o retorno para casa em meio ao frio e a escuridão. Esse resgate dos sobreviventes do navio seria considerado um dos resgates mais ousados da Guarda Costeira Norte Americana. 


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A parte dianteira do navio, encontrada flutuando na
manhã seguinte ao naufrágio
Ousado, porém, está longe de ser um adjetivo do filme. O filme é previsível, é um típico Disney, e já se sabe seu final assim que ele começa. Os efeitos especiais são irregulares e há uma incômoda superficialidade aqui e ali que ajudam a soterrar a experiência, como o fato de que as ondas gigantes e a ventania absurda são incapazes de sacudir o cabelo de Pine. Além do chroma key em profusão, em determinado momento, Bernie joga o barquinho da guarda para enfrentar ondas gigantes, o barco mergulha quase se desfazendo em pedaços mas os seus colegas na embarcação continuam com suas boinas presas às cabeças.

Não é difícil entender assim os motivos pelos quais o filme fracassou nas bilheterias. A reconstituição de época é boa, mas Horas Decisivas dá saudade do desespero de Mar em fúria. O elenco tem também Eric Bana e Ben Foster, ambos desperdiçados. A direção é burocrática, dirige o filme com preguiça, as cenas de ação não são memoráveis e a trilha sonora é um engodo que fica latejando o tempo todo - uma marchinha militar é a mais terrível. Personagem morre de repente e o espectador pouco se importa. Quanto ao futuro do relacionamento de Bernie e Miriam ele se resume a uma nota de rodapé ao final do filme, tamanha falta de necessidade dentro do roteiro. Não há suspense, não há um drama palpável nem personagens interessantes e quando o filme termina não sobra nada a não ser uma sensação de perda de tempo. 

Cotação: 0/5

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