domingo, 19 de junho de 2016

As horas finais - 2013





Por Jason


Veio da Austrália esse filme apocalíptico sobre o fim do mundo. Nele, faltando doze horas para o mundo acabar, James (Nathan Phillips) atravessa uma cidade altamente criminosa para chegar a festa final depois de cheirar carreiras de pó e se entupir de bebida. No caminho, tudo está indo pelos ares e a população está completamente enlouquecida e fora de controle. Sem regras e sem lei, a cidade está sendo saqueada, religiosos ainda estão orando e chamando por Deus, maníacos estão à solta, pessoas estão se suicidando, tem gente matando gente e pedófilos caçando crianças. 

Em sua fuga de um maníaco, James acaba salvando a vida de uma menina capturada por dois homens, chamada Rose (Angourie Rice), que busca seu pai a todo custo. Enquanto o momento fatal se aproxima, na forma de uma onda de calor que vaporiza os outros continentes, James descobre que sua irmã e seu cunhado se mataram depois de matarem seus filhos. James, até então um irresponsável, agora se vê imbuído de uma nova responsabilidade,  obrigado a repensar suas prioridades com a criança a tiracolo enquanto tenta levá-la a seu pai. Na festa final, uma orgia de sexo, drogas e roleta russa, James encontra Vicky, sua namorada, que está drogada, e uma mulher louca que está procurando sua filha Mandy e acredita que Rose é ela. Depois de uma confusão, James foge, lava a roupa suja com sua mãe, mas prossegue na tentativa de fazer a menina encontrar seu pai. Se ele vai conseguir ou não, tudo é uma questão de chegar antes do fim do mundo. 

A ideia interessante do filme se perde soterrada em clichês (até na previsível fotografia desolada e árida), a começar pelo fato de que o personagem principal de vida desastrosa traça o caminho para encontrar sua redenção. Há, obviamente, o texto religioso quase panfletário, representado pela esperança de uma vida após a morte na criança, que não questiona Deus nem os seus atos por acreditar que ele tem um plano para tudo; nos personagens que aparecem pelo caminho, como um pai desesperado por achar que deve matar o seus filhos, sua esposa e se matar, mas que precisa de um perdão seja lá de quem ou o que for, dentre outros. O problema do filme está na sua execução. 

O drama é corrido, as coisas vão acontecendo rapidamente sem que o espectador consiga sentir e digerir. Personagens entram e saem rapidamente e há o desperdício de Sarah Snook (de Steve Jobs), jogada ao relento no meio da trama sem função alguma. De brinde, um ator protagonista cujo corpo sarado é igualmente proporcional ao seu deficit de talento dramático e sua falta de carisma. Ao final, só resta um misto de oportunidade desperdiçada com perda de tempo.

Cotação: 1/5

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