terça-feira, 14 de junho de 2016

Midnight Special - 2016





Por Jason


Alton (Jaeden Lieberher) é um garoto de oito anos que desenvolve poderes especiais, fazendo com que o pai (Michael Shannon) faça de tudo para protegê-lo com a ajuda de seu amigo de infância Lucas (Joel Edgerton). O governo, a polícia e os religiosos moradores do rancho onde ele vivia estão à sua procura. À medida que eles fogem, vão deixando um rastro de complicações, seja para o culto liderado por um homem que achava que ele era um meio de encontrar Deus, seja para o governo, representado por Paul Sevier (o estranho Adam Driver) que acha que o menino pode ser uma ameaça a segurança nacional.

Paul, em sua investigação, descobre que a manifestação do menino se apresenta como um espectro de luz pelos olhos com a força de um holofote, emitindo uma energia que movimenta e influencia tudo ao redor. Com o passar do tempo, esse poder vai ficando cada vez maior e com consequências piores até para o menino, cujo corpo vai enfraquecendo. Logo, o que começou como fuga ganha proporções maiores, se espalhando pelos altos níveis do Governo Federal enquanto a mídia divulga que o menino foi sequestrado e deixa a população em alerta. Alton acredita que precisa chegar a um determinado local onde algo especial acontecerá, levando os militares e os estudiosos para lá.

Midnight Special parece algum episódio perdido de Arquivo X ou Além da Imaginação misturado com um prólogo maior de algum filme perdido dos X-MEN - não por acaso, a manifestação do poder do garoto que ninguém sabe para que serve ou como funciona parece saída de algum quadrinho dos mutantes (ou dos quadrinhos do Superman que o menino lê). O filme ainda traz outro rosto conhecido, Kirsten Durst, desperdiçada e sem muito o que fazer no papel de Sarah, a mãe do menino. O garoto dá conta do recado, mas Michael Shannon, talentoso, aqui parece se repetir e o Joel faz a mesma cara de nada de sempre. 

O filme é do diretor do super estimado Take Shelter, a trilha sonora é horrorosa, a montagem ruim e as poucas cenas de ação vergonhosas. Midnight Special se segura na temática interessante, mas a mistura de sobrenatural com ficção e fantasia traz uma sensação indigesta ao final de que tudo saiu do nada para lugar nenhum. É o tipo de produção que talvez alcançasse a densidade e a sensibilidade corretas nas mãos de alguém mais habilidoso, como um Spielberg dos anos de Contatos Imediatos e E.T. Aqui, miraram nele - mas acertaram no pior de M. Night Shyamalan.

Cotação: 1,5/5

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