segunda-feira, 18 de julho de 2016

Krampus o terror do Natal - 2015




Por Jason



Uma família se prepara para as festas de Natal. Enquanto a avó prepara a comida e os outros organizam a casa, o resto da família indesejável aparece, incluindo a tia velha mal amada infeliz e o tio com piadas infames e suas filhas que são criadas como homens. Nesse contexto, o pequeno Max, filho do casal, não está contente de ver seus familiares brigando o tempo inteiro. 

Uma nevasca começa de repente, deixando a família isolada sem energia elétrica já que a maior parte dos vizinhos mais próximos estão fora da cidade. É a partir desse mote simplório que coisas estranhas começam a acontecer. Bonecos de neve aterrorizantes surgem em direção a casa e uma estranha criatura é vista pela filha do casal, que acaba desaparecida. A avó avisa para manter a chama da lareira acesa, porque sabe que há algo errado lá fora - e é ela, obviamente, quem vai explicar ao espectador o que está havendo. 

Os homens da casa tentam encontrar a menina em meio a nevasca, mas são atacados por uma criatura. Eles não sabem, mas, irritado, Max acabou despertando uma força maligna chamada Krampus, que nada mais é do que a sombra do Papai Noel. Este monstro ataca principalmente pessoas que não acreditam no Natal: enquanto o Papai Noel dá presentes para as crianças boas, o Krampus pune as más crianças. Ele coloca em risco Max e toda a sua família que precisará se unir para derrotá-lo.

Krampus é uma tosqueira de marca maior. Porém, a mistura de comédia com fantasia e terror, cheia de clichês, de alguma forma, funciona - parece um filme B da década de 80, o que é bbom. Estão lá os brinquedos sinistros psicopatas e os bizarros biscoitos natalinos assassinos para alegria dos fãs do trash. Custou uma mixaria para os padrões hollywoodianos (15 milhões) mas fez quatro vezes mais em bilheterias, um bom feito para um filme de gênero. Os efeitos são, em sua maioria, práticos, o que é um alívio, e toda a parte técnica é, até certo ponto, eficiente, de forma que muitas vezes esquecemos que estamos vendo um filme barato.

Até certo ponto porque o visual das criaturas, que usam protéticos e máscaras, funciona na medida que a direção as esconde e evita mostrá-las. Tudo se perde a partir do momento em que o próprio monstro é revelado - o ser não passa de uma máscara imóvel com uma língua digital, visual de alegoria de escola de samba - é quando lembramos que se trata de um filme pobre e foi o que deu para pagar. O mérito do filme também está nos atores, que compraram a ideia surreal - em especial, a maravilhosa Tony Collete, que mesmo em um filme de roteiro absurdo consegue se sobressair aos demais. Os furos são gritantes e o final é terrível. Mas Krampus, como passatempo, funciona que é uma beleza.

Cotação: 2,5/5

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